É raro, hoje em dia, faltar humor nos principais produtos de qualquer estação. Para além de garantirem audiências, os núcleos cómicos de muitas novelas e séries divertem o telespectador, aproximando-o do produto. Não é de estranhar por isso que muitas das personagens que hoje vimos sejam caricaturas de pessoas que facilmente encontramos pela rua. Seja a desbocada que diz tudo sem pensar, o homem que pensa ser um conquistador mas que não passa de um cara de pau, a distraída que só põe o pé na argola ou aquele que tem a mania de grande humorista mas que não diz nada de jeito, encontra-se de tudo. Com a dose certa de exagero e alguma pitada de loucura temos aqui os ingredientes certos para um núcleo cómico de um qualquer produto televisivo.

Os autores sabem que por vezes mais vale prender os telespectador pelo riso fácil e pastelão do que pelas histórias complexas e pesadas e por isso mesmo já não há em trama alguma somente a densidade do assunto principal. Quantas e quantas novelas não foram já salvas dos fracos resultados graças aos bons momentos de humor? Quantos personagens não ficaram já na história pelos seus jeitos e trejeitos? Quantos estão ainda por aparecer e que vingarão graças ao poder do seu humor?

Basta saber dosear e perceber a necessidade do momento. Se atravessamos uma crise, ninguém quer ficar frente à televisão a chorar baba e ranho, quer rir-se, espairecer dos problemas do dia-a-dia. É essa a fórmula para que se caminha, a de poder entreter e fazer esquecer nem que seja por uma hora os problemas de todos nós. Haja humor e tudo se resolve… nem que seja por breves instantes.

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