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Globo estreia segunda temporada de «Filhos da Pátria»

Pronta para estrear em Portugal, a segunda temporada de Filhos da Pátria transporta as personagens para a década de 1930.

O tempo passa e a família Bulhosa permanece a mesma. Ou quase. Na segunda temporada de Filhos da Pátria, que tem estreia marcada para o dia 19 de janeiro, às 20 horas, o casal Geraldo e Maria Teresa, e os seus filhos, Geraldinho e Catarina, regressam, mas desta vez em plena década de 1930. Apesar da mudança do período histórico, o sentimento de esperança continua a dar o tom à série, composta por dez episódios, sem perder o humor.

Geraldo é o patriarca dos Bulhosa. Amoroso e preocupado com o bem-estar da família, é um pacato – e apagado – funcionário público do Palácio do Catete. Sem desenvoltura ou ideais, vê-se obrigado a abandonar os seus poucos princípios éticos para sobreviver às pressões que o ambiente de trabalho lhe impõe. De oprimido passa, com o tempo, a opressor, para alegria de Maria Teresa, a sua mulher. Obcecada por fazer parte da alta sociedade, ela acredita que as mudanças consequentes da Revolução podem dar-lhe a oportunidade de ascender socialmente. Deslumbrada com os recém-chegados militares gaúchos, Maria Teresa torna-se admiradora fanática e defensora ferrenha de valores que nem sabe bem o que significam.


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Para Alexandre Nero, um dos encantos da família Bulhosa está no facto de serem pessoas normais. “No caso do Geraldo, ele não é um tipo maquiavélico. Ele é um homem simples que vai sendo levado pelas circunstâncias, como qualquer um poderia fazer e, algumas vezes, faz. Geraldo é um sujeito vaidoso, que se enfeitiça pelo pequeno poder. É o cara que cumpre ordens sem questioná-las. E as cumpre porque tem medo de tudo: de perder o emprego, dos militares, de morrer, da tortura, da mulher”, esclarece o ator. Fernanda Torres completa: “‘Filhos da Pátria’ apresenta um olhar cômico e terrível sobre nós mesmos, quase um estudo antropológico sobre as nossas mazelas eternas e sobre a nossa fundação. Minha personagem, a Maria Teresa, somos nós, uma tia, alguém que conhecemos. Todos temos algo dela. Algumas pessoas mais, outras menos”, justifica a atriz.

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