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Análise: «The Walking Dead: World Beyond»

The Walking Dead tornou-se há muito num fenómeno televisivo internacional, conquistando milhões de fãs por todo o mundo. Após Fear The Walking Dead, chega em outubro o novo spin-off com o subtítulo World Beyond.

Criada por Scott M. Gimple e Matt Negrete, The Walking Dead: World Beyond é protagonizada por Aliyah Royale, Alexa Mansour, Annet Mahendru, Nicolas Cantu, Hal Cumpston, Nico Tortorella e Julia Ormond. Este leque de atores é na sua maioria jovens indo ao encontro da premissa da série, uma vez que pretende apresentar a primeira geração nascida na civilização sobrevivente no mundo pós-apocalíptico.

The Walking Dead: World Beyond situa-se dez anos após o acontecimento “Sky Fall”, no qual a cidade de Omaha é bombardeada, numa tentativa de aniquilar os walkers (nesta série denominados emptys), e no qual milhares de pessoas morrem. Após esse acontecimento, os sobreviventes encontram abrigo no campus universitário e criam uma comunidade intitulada “The Campus Colony”. É neste campus que se encontram as irmãs protagonistas da série, Iris e Hope. Após a morte trágica da mãe naquela fatídica noite, acabam por viver com o pai cientista, que no início da série se encontra ao serviço da Civil Republic. Esta organização, especificamente a Civil Republic Military, com paradeiro desconhecido, é a responsável por manter a ordem da tríade (The Campus Colony – Portland – Civil Republic) e não olham a meios para obter os fins. É precisamente a CRM que cria divergências entre as protagonistas, que se acabam por unir face à ameaça de que o seu pai corre risco de vida.

Ignorando os conselhos de Felix, melhor amigo do pai e tutor das jovens, as mesmas escolhem sair da colónia e aventurar-se para Nova Iorque a fim de salvarem o seu pai. Às irmãs, juntam-se os amigos Elton e Silas, não só para as proteger mas também para conhecer o que existe além dos muros. O problema é que “the dead still have the world”.


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À primeira vista, o que torna The Walking Dead: World Beyond diferente das outras séries da já saga televisiva, é que o grupo de protagonistas são jovens e inexperientes, apesar do vasto conhecimento que têm de como enfrentar um empty. Além dos problemas normais da idade, são afetados por eventos do passado que nos vão sendo revelados aos poucos em flashbacks. Isto cria uma dinâmica diferente das outras séries, apesar de existir claro um núcleo de personagens adultas com armas a eliminar uns quantos emptys de vez em quando. Mas a verdadeira essência é esta geração nova que pretende viver, mais que sobreviver, e que num ambiente hostil acaba por passar por uma transformação pessoal, à medida que vai conhecendo como é realmente o mundo lá fora.

A dinâmica entre os atores está muito bem conseguida e os papéis que interpretam foram escolhidos a dedo. Temos Iris, responsável e determinada, que acaba por exigir demais de si própria; Hope, rebelde e perspicaz, que não gosta de regras e não perde uma oportunidade para fugir à autoridade; Elton, inteligente e astuto, tem uma visão do mundo fora do comum e uma atitude de calma perante as adversidades; e por fim Silas, tímido e misterioso, com um coração enorme mas sem coragem para enfrentar pequenas batalhas.

É através deles que ficamos a conhecer um pouco desta nova realidade, à medida que se aventuram por percursos cada vez mais perigosos, aniquilando emptys pelo caminho. The Walking Dead: World Beyond chega à televisão dez anos após a estreia da série “mãe”, não só para consagrar a mítica saga televisiva já criada mas para também para dar à nova geração uma fonte de referência do género e uma lufada de ar fresco na história já criada.
Com vários twists e acontecimentos surpreendentes, a série, que estreia no dia 5 de Outubro no canal AMC, promete deixar os fãs agarrados ao pequeno ecrã a querer descobrir mais.

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