Domingo é dia de Em Foco e, por esse motivo, cá estou novamente para destacar os acontecimentos e as novidades que marcaram a semana televisiva entre 8 e 14 de julho.

Entre a saída de José Carlos Castro da TVI ou de Carlos Rodrigues da SIC (ambos com destino para o Correio da Manhã), a participação de Pepê Rapazote em Shameless ou a escolha de Bárbara Guimarães para conduzir o novo concurso dos domingos à noite da SIC a partir de setembro, várias foram as novidades que deram que falar nos últimos sete dias. Por outro lado, também as conclusões de Guilherme Costa, presidente do Conselho de Administração da RTP, sobre a auditoria da Pricewaterhouse Cooper ao sistema de medição de audiências da GfK se destacaram.

É exatamente com as declarações do profissional da estação pública que se inicia a rubrica deste domingo!

Seja bem-vindo… ao Em Foco!

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A polémica com o novo sistema de medição audiências a cargo da GfK continua. Se, para uns, este é representativo e está ainda a adaptar-se à população portuguesa, para outros não existe qualquer tipo de hipótese de o mesmo continuar a lançar os resultados audiométricos diários. É o caso da RTP, que se declara a principal lesada da empresa que substituiu a Marktest.

Assim sendo, agora que a auditoria a este sistema já está disponível, ficou-se a saber que, supostamente, a estação pública tem toda a razão nas críticas que lança:

O painel tem de ser substituído e com urgência. A auditoria dá-nos razão. Os resultados não são credíveis e o sistema da GFK não serve. Esta situação não serve nem à RTP nem à indústria de meios em Portugal. Não podemos continuar nesta situação. Tem de haver credibilidade em relação ao sistema de medição de audiências.

Tudo isto é aceitável, à excepção deste vídeo que, sempre que o revejo, me coloca algumas dúvidas sobre o serviço público e credibilidade do jornalismo da RTP:

Veremos qual será a resposta da Comissão de Análise de Estudos de Meios sobre esta auditoria.

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A contratação de conhecidos jornalistas por parte do jornal mais vendido no país tem dado que falar. Com a preparação do novo canal por cabo da Cofina, o Correio da Manhã TV, tornou-se visível a importância de incluir neste projeto nomes que têm um trabalho comprovado no jornalismo dentro e fora de Portugal. É o caso de Carlos Rodrigues, ex-subdiretor de informação da SIC, ou de José Carlos Castro, que durante vários anos deu a cara pela estação de Queluz de Baixo.

Num mundo onde os canais temáticos tendem cada vez mais a ser o futuro da televisão, esta aposta do Correio da Manhã é mais do que acertada. A única pergunta que coloco é a seguinte: será que as transferências se ficam por aqui?

Suspeito que não.

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A escolha de Bárbara Guimarães para ser a apresentadora da versão portuguesa de Dance Your Ass Off é uma boa e má notícia para a estação de Carnaxide. Se, por um lado, se pode concluir que a mulher de Manuel Maria Carrilho tem sido um dos pontos altos da quinta temporada do Ídolos, por outro existem algumas dúvidas sobre a sua popularidade para conseguir dar a Toca a Mexer o sucesso necessário para combater a audiência da terceira edição da Casa dos Segredos.

Sim, Bárbara Guimarães tem contrabalançado no talent-show do terceiro canal a inexperiência de Cláudia Vieira, os erros de João Manzarra, os comentários de Manuel Moura dos Santos às prestações dos finalistas ainda em competição, assumindo mesmo uma postura de equilíbrio quando as avaliações não são as melhores.

Por estas razões, a apresentadora chega mesmo a comandar alguns momentos das galas do Ídolos, o que prova a capacidade de comunicação que detém.

O problema é que, faça-se o que se fizer, Bárbara Guimarães está longe de ter atingir o patamar de popularidade de outros colegas seus de profissão, como Cristina Ferreira, Manuel Luís Goucha ou Júlia Pinheiro. Mesmo assim, e depois de Peso Pesado, este Toca a Mexer pode ser uma nova oportunidade de a estrela da SIC chegar mais perto dos portugueses.

Será que vai conseguir? A concorrência vai ser feroz!

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Por fim, de salientar a confirmação de Pepê Rapazote em Shameless. O ator português vai assim juntar-se a Daniela Ruah ou a Joaquim de Almeida, e dar nas vistas numa série norte-americana. Apesar de ser uma participação em «apenas» três episódios desta produção, a verdade é que se a sua personagem for bem aceite pelo público, poderá muito bem vir a ter uma continuidade na história.

Pepê Rapazote tem dado nas vistas em Pai à Força, e o seu talento tem captado a atenção de milhares de seguidores de vários produtos de ficção nacionais.

Boa sorte!

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Até para a semana!

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