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Na semana que passou duas novelas, uma brasileira e outra portuguesa, tiveram os seus picos altos na história. Salve Jorge, a novela de horário nobre da Globo e que poderemos acompanhar a partir de Setembro na SIC, deixou os brasileiros impressionados com a qualidade de uma das cenas mais aguardadas na trama. A fotografia, montagem e acústica fizeram com que um momento tenso fosse um espectáculo de televisão. Já por cá, em Dancin’Days, uma das cenas mais promovidas e esperadas pelos telespectadores, a morte de Francisco, personagem de Júlio César, acabou por deixar muito a desejar em termos de realização.

Contudo, não estaria a falar disto se não fosse a coincidência de cenas. Em ambas as produções há dois personagens que morrem… e da mesma forma. Uma seringa foi a escolha dos autores para ditar o fim a dois papéis, no entanto, quando existe um trabalho minucioso atrás das câmaras e há empenho em captar da melhor forma o momento, pode haver uma diferença abismar na qualidade do trabalho final.

Em Salve Jorge duas actrizes já consagradas, Cláudia Raia e Carolina Dieckmann, foram as protagonistas do momento que marcou uma reviravolta na história de Glória Perez. Lívia vê-se obrigada a matar Jéssica, uma das mulheres que levou para a Turquia para a prostituição, de forma a assegurar a continuação dos seus esquemas. Já em Dancin’Days Teresa, vivida pela atriz Cristina Homem de Melo, planeou a morte do marido, Francisco, depois de descobrir que o marido a traia com outras mulheres, inclusive com a namorada do filho.

Ora se no Brasil a cena impressionou pela realização e interpretação das actrizes, por cá o momento tão aguardado soube a pouco. Numa cena gravada em Portugal, mas com o objectivo de parecer na Suíça, o momento ficou muito aquém do que podia ter sido e a rapidez com que é feita acaba por lhe tirar toda a credibilidade. Não que a representação dos atores não fosse a melhor, mas neste caso o trabalho de pós-produção pareceu muito fraco. Veja então agora as cenas em questão e tire as suas próprias conclusões:

Salve Jorge

Dancin’ Days (a partir dos 39 minutos)

Com esta abordagem fica claro que, embora a Globo seja parceira da SIC e da SP Televisão na novela, há ainda um longo percurso a percorrer pela produtora portuguesa de modo a chegar ao nível de qualidade da estação brasileira. Não basta só pegar em textos de sucesso e adapta-los à nossa realidade, é também preciso aprender a realizar e a captar os momentos fulcrais das tramas de um novo prisma, que seja de fato inovador ou diferente na televisão nacional. Os telespectadores agradecem.

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