Aos 96 anos de idade, a atriz foi encontrada sem vida na casa onde vivia com o filho. ainda não foram divulgadas as causas da morte


A informação foi confirmada hoje pelo encenador e amigo de longa data, Carlos Avilez. Este descreve-a como “uma amiga de uma enorme generosidade“. Outras personalidades do mundo do espetáculo estão fazendo homenagens nas redes sociais à veterana atriz do teatro português, entre eles o encenador Jorge Silva Melo.

A atriz estreou-se aos 12 anos, na Rádio Clube Português. Chegou ao cinema em 1943 com a adaptação cinematográfica de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco. Participou em vários filmes de Jorge Brum de Castro, António Lopes Ribeiro e José Leitão de Barros.

No teatro, estreou-se no Teatro da Trindade, em 1945, integrada na Companhia Os Comediantes de Lisboa, na peça “Electra, a mensageira dos deuses”, de Jean Giraudoux, encenada por Ribeirinho. Em 1951 passou para o palco do Teatro Nacional D. Maria II, sob a direção de Amélia Rey Colaço, e participou em várias peças, entre as quais Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett.

Foi uma das fundadoras do Teatro Moderno de Lisboa e participou num projeto que levou à cena novas encenações de peças de autores consagrados como Fiódor Dostoiévski, William Shakespeare, August Strindberg ou José Cardoso Pires.

Tornou-se também um rosto conhecido da televisão portuguesa ao atuar nas novelas da RTP Passerelle (1988), A Banqueira do Povo (1993) e A Lenda da Garça (1999).

Além do trabalho de representação, Dolores foi uma dos co-fundadoras da Casa do Artista, e era uma das mais reconhecidas professoras de voz, ensinando gerações de atores e locutores a usar da melhor forma o aparelho vocal.
Foram-lhe atribuídas várias distinções, entre elas a Grande-Oficial da Ordem do Mérito pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, em 2018.

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