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Alexandra Borges concilia jornalismo com a ONG «Filhos do Coração»

Foi em 2007 que Alexandra Borges ficou a conhecer parte da realidade vivida no Gana. Em entrevista à Caras desta semana, a jornalista confidenciou que foi graças a Manuela Moura Guedes que conseguiu viajar para esse pais com o objetivo de dar a conhecer aos telespetadores a escravatura infantil que lá se pratica: «Gosto muito deste género de jornalismo de intervenção e andei a pedir à Manuela Moura Guedes, que na altura estava na TVI, que me deixasse partir para o Gana para também eu fazer uma reportagem. E fui. Quando cheguei lá, fiquei impressionada. Era muito pior do que alguma vez poderei contar O que vi no Gana mudou a minha vida, de tal maneira que durante a viagem de regresso a Portugal já estava a pensar como é que poderia ajudar aquelas crianças.»

Assim sendo, Alexandra Borges decidiu criar uma Organização não Governamental intitulada Filhos do Coração, tendo já angariado mais de 150 mil euros. Tal valor vai permitir que nos próximos dez anos, cerca de 13 crianças sejam resgatadas e tenham direito a uma família e a uma qualidade de vida diferente daquela que vivem atualmente.

Por este motivo a jornalista já não descarta relacionar a sua profissioão com esta causa: «Aprendi na faculdade essa coisa do jornalismo objetivo, mas não concordo nada! Gosto do jornalismo que faz a diferença. Não sou nenhum papagaio e não vou ao Gana onde há crianças escravas e depois venho para casa e durmo da mesma maneira. Eu não sou essa pessoa! Quando as coisas batem forte, tenho de ter um eco. Ninguém pode ficar indiferente a esta realidade. Não há nenhum jornalista do mundo que visse o que eu vi e não tentasse fazer qualquer coisa. Sou mãe, cidadã, jornalista e sou humana!»

Para terminar, de salientar que no próximo ano será encenada uma peça que represente a situação vivenciada pela jornalista, no Teatro Tivoli BBVA.

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