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Esta é uma das séries deste ano que comecei a ver, até gostei mas que por não ter tanto tempo disponível, não consegui acompanhar. Já vos queria ter apresentado há mais tempo, mas estava um pouco indecisa sobre a real capacidade da série. Agora que a primeira temporada chegou ao fim, posso afirmar sem sombra de dúvidas que este é um dos melhores dramas televisivos deste ano.

A história é um prelúdio de Psycho, famoso filme de Hitchcock de 1960, localizando-se numa cidade ficcional diferente e num contexto mais contemporâneo. A ação tem início quando o marido de Norma Bates (Vera Farmiga) morre, o que a leva numa tentativa desesperada de sair da sua cidade, comprando um motel em White Pine Bay, Oregon. Juntamente com o seu filho Norman (Freddie Highmore), Norma procura começar a sua vida de novo. Norman rejeita no início a possibilidade de ficar nesta terra diferente mas aos poucos começa a habituar-se à nova situação da sua família. Norman é um rapaz tímido, inseguro e antissocial, gozado pelos colegas de escola. É quando surge Dylan Massett (Max Thieriot), o seu irmão mais velho fruto do primeiro casamento de Norma, que Norman se vai tentar soltar do forte laço que o une à mãe. Contudo, aquando das suas crises, é esta quem o auxilia e lhe esconde a sua verdadeira natureza. E inevitavelmente, os problemas parecem perseguir os Bates.

Bates Motel

Tendo como mote a história apresentada em Psycho e a relação de Norman Bates com a sua mãe, esta série pretende mostrar a adaptação dos seus criadores daquilo que poderá ter sido a adolescência deste ícone do terror. Admito que não vi o filme (tenho um certo trauma com produções de terror) e que careço de uma apreciação pessoal sobre as semelhanças entre a série o filme, mas pelo que tenho lido e pesquisado Bates Motel tem agradado imenso aos fãs da película de Hitchcock. O principal motivo é a espetacular performance tanto de Vera Farmiga como de Freddie Highmore. Apesar de a série ter um vasto e variado elenco, e de as prestações serem no geral bastante satisfatórias, é nestes dois atores principais que reside todo o brilhantismo de Bates Motel. Conseguem personificar muito bem a relação estranha entre mãe e filho (onde só falta um beijo na boca, o que seria perfeitamente normal), relação essa demasiado cúmplice e íntima, marcada pela forte proteção que Norma faz ao filho do mundo exterior. Os diálogos, as cenas, tudo o que inclua estes dois atores é pura obra de arte, pois as suas prestações estão no mais alto nível.

A música e os enquadramentos da camara são também de excelência, proporcionando uma experiência muito boa, procurando sempre apelar ao sentido de terror psicológico que a série tem. Aliás, as cenas em que Norman começa a perder o controlo do seu “eu” escondido, estão muito bem elaboradas, provocando um misto de medo e ansiedade ao espectador. O que é bastante bom na minha opinião, pois não necessita de recorrer a cenas violentas para demonstrar terror, refletindo-se no número reduzido da existência deste tipo de cenas.

Para quem é fã do género ou quer assistir a uma brilhante série, que começam a escassear no panorama televisivo, aconselho vivamente Bates Motel.

It’s not like my mother is a maniac or a raving thing. She just goes a little mad sometimes. We all go a little mad sometimes.” Anthony Perkins – Norman Bates, Psycho

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