O dia de hoje é marcado pela XVII Gala dos Globos de Ouro. Por uma noite, a crise não vai ser esquecida, mas o brilho da passadeira vermelha vai novamente preencher o horário nobre da estação de Carnaxide. As entrevistas rápidas, o «quem veste o quê» ou o já famoso «encher choriços», vão anteceder uma emissão que, a meu ver, continua a ser bastante interessante. Apesar de considerar que a chamada «primeira parte» dos Globos pudesse ser gerida de outra forma, com um objetivo diferente daquele que existe na atualidade (ficar a conhecer quais os estilistas que as personalidades contataram para as vestir), sem dúvida alguma que a aposta da SIC neste evento continua a marcar a atualidade televisiva em Portugal.

Assim, é também importante salientar o ataque da TVI em relação a esta emissão do terceiro canal. A estação de Queluz de Baixo não cruzou os braços e convidou duas figuras bastante queridas por parte dos telespetadores: uma, que já participou em A Tua Cara Não Me É Estranha, outra, que durante vários anos deu as boas tardes aos portugueses. João Paulo Rodrigues e Leonor Poeiras vão marcar presença na gala do concurso apresentado por Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha, e apimentar um duelo que promete surpreender tudo e todos.

As novidades são confidenciais, e só a produção de ambos os programas tem  o seu conhecimento. Afinal, quem vai querer ficar de fora?

A entrevista de Fernanda Serrano à Notícias TV foi uma matéria bastante explorada pelo 5º Canal. A atriz confessou-se feliz pelo seu percurso na TVI, mas também afirmou que os tempos já não são os mesmo de outrora. Por outras palavras, apesar de continuar do lado de Queluz de Baixo, a mulher de Pedro Miguel Ramos adiantou que, depois da saída de José Eduardo Moniz da direção de programas do canal da Media Capital, tudo mudou. Mesmo assim, Fernanda Serrano manteve-se unida à estação, atitude que alguns profissionais não tomaram.

Nós temos de nos manter de acordo com aquilo que é o nosso padrão de vida. E temos de perceber qual é o nosso, pode ser o monetário, o afetivo, pelas pessoas. E o meu é pelos projetos, pelas pessoas e também pelo que construí e que ajudei a construir. Acho que faz sentido. E naõ é quando as coisas deixam de ser tão brilhantes, tão glamorosas que temos de abandonar obrigatoriamente o barco, é nesses momentos que temos de ficar, saber estar e continuar a reunir condições para manter.

Direta, e sem papas na língua, a profissional da TVI explicou assim o porquê de continuar ligada à estação de Queluz de Baixo depois de mais de uma década de trabalho. A ajuda que recebeu do canal quando enfrentou a luta contra o cancro contribuiu igualmente para não se deixar surpreender com convites da concorrência.

Na RTP, as palavras de Emídio Rangel em relação à sua privatização, as novidades sobre Top Chef ou as conversações de Paulo Futre com o canal marcaram a semana. Para o antigo «homem-forte» da SIC, se a estação do Estado for privatizada então o serviço público prestado será colocado em causa. Uma decisão nunca antes vista na Europa, por exemplo, onde os próprios governos têm na sua estação pública um meio de comunicação com um enorme relevo.

A contratação do antigo futebolista pela RTP foi dificultada pelo ministro da tutela, Miguel Relvas. Com os cortes no primeiro canal, como é possível convidar um comentador por uma modesta quantia de 30 mil euros? Alguém está a brincar com os portugueses, que mensalmente pagam na fatura da eletricidade uma taxa que se destina à estação pública.

É assim tão importante Paulo Futre? Para mim, não!

Por fim, de salientar ainda o término de Lua Vermelha no horário nobre da estação de Carnaxide. Dois anos depois a novela juvenil vê assim o final à vista. Uma pergunta: que resultados são esperados pela direção de programa da SIC com esta aposta? Poucos serão aqueles que terão a curiosidade em acompanhar o último capítulo de uma história que, desde há vários meses, já faz parte do passado!

Até para a semana!

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