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Entrevista – Magistrado: «Existe ‘pouca atenção’ para determinados estilos e artistas de Hip-Hop»

Sendo uma das vozes mais ativas do hip-hop em Portugal, Mag, também conhecido por Magistrado, lançou recentemente um novo EP de originais. Por ocasião desse lançamento, o Quinto Canal traz até si mais uma entrevista exclusiva com o artista, cujo resultado que pode ser lido de seguida.


Para quem não conhece o seu trabalho, quem é o Magistrado?

Nascido e criado em Vialonga, sou o Mag ou Magistrado. Iniciei esta viagem pelo mundo das rimas e batidas em ’99, e em 2000 entrei no meu primeiro grupo de Rap chamado “Membros da Sociedade”. Em 2002, senti que precisava de libertar algo meu, e por isso lancei as minhas
primeiras obras de arte pessoais, mas minhas primeiras mixtapes. E cá estou eu, com o EP Resiliência, agora em 2020.

Lançou recentemente o seu novo EP, Resiliência. O que podem os fãs esperar deste novo trabalho?

O EP Resiliência é um autêntico mar de emoções e sentimentos que fervilham à flor da pele. Um contrabalanço desde o crescimento, à superação, à resiliência e uma lufada de amor profundo e fresco, a tudo o que estamos a passar e na própria vida.

Quais foram as inspirações para a criação deste trabalho?

As minhas inspirações são tudo o que vivo – a vida, a forma como vivo a vida de forma intensa, aproveitando a intensidade de cada detalhe, de cada momento que vivo.

Qual é para si a faixa mais marcante deste EP?

Sou suspeito, mas considero que seja o single Atitude e em breve descobrirão o porquê.

Existem planos para uma futura divulgação ao vivo?

A magia começa agora com este EP Resiliência. Para já, não tenho concertos que possa revelar, até pela fase em que vivemos. Mas já estou a preparar um álbum para o próximo ano, e aí sim falaremos de concertos ao vivo!



Em tempo de pandemia do Covid-19, de que forma se podem os artistas reinventar, dadas as dificuldades que o mundo da cultura enfrenta?

Acho que se podem reinventar para outras vertentes artísticas e até mesmo fora do mundo da arte. Nunca é tarde, para aprender, diversificar e reinventar.

Acredita que ainda existe muita discriminação associado ao Hip-Hop nas rádios nacionais?

Sim, talvez não se revele tanto como outrora pois o Hip Hop está na moda e atualmente o TRAP é o estilo número 1 no mundo. Mas sim, sinto que existe “pouca atenção” para determinados estilos e artistas de Hip-Hop, em Portugal.

Que influências fazem parte da sua carreira musical?

No meu caso, o Tupac, BIG, Common sense, Mos Def, Erykah Badu, The Roots, J.Cole, Kendrick Lamar, Tyer e Anderson Paak.

Qual o momento mais emocionante que já viveu em palco?

Para mim, sempre que subo ao palco e sinto a emoção intensa do público a cantar a minha música, a minha letra, o meu repertório, é incrível.

Que conselho gostava de dar a quem quer seguir carreira no mundo da música?

O que digo a mim mesmo: Acredita, o sonho comando a vida e o segredo é a persistência.



Da música para a televisão, costuma estar a par das novidades deste universo?

Sim, tento ser estar a par de tudo o que se passa.

Acompanha algum tipo de programa televisivo em particular?

Fielmente não, mas vou estando atento a alguns.

Deveria a televisão apostar mais em formatos dedicados à música?

Claro que sim, não só talent-shows como para apresentação de novos artistas com repertório próprio, abrindo as portas dos canais para isso mesmo.

O que podem os fãs esperar do Magistrado para os próximos tempos?

Mais love, mais flow e muitas good vibes!

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