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Luís Figo candidata-se a presidente da FIFA

O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira. Luís Figo, ex-jogador da seleção nacional, vai-se candidatar ao cargo de presidente da FIFA.

Depois de ter passado por alguns dos melhores clubes do mundo como o Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão, e de ter sido eleito o Melhor Jogador do Mundo em 2000, o ex-jogador da seleção nacional e português Luís Figo apresentou na manhã desta quarta-feira, através de uma entrevista ao canal CNN, a sua candidatura à presidência da FIFA.

Através da Federação Portuguesa de Futebol, que desde o início mostrou o seu apoio total a esta candidatura, foi divulgado o vídeo realizado pelo jogador, a explicar as razões que o levaram a tomar esta decisão. Para que a sua inscrição fosse aceite, Luís Figo teve de contar ainda com o apoio de mais quatro associações-membro. O prazo para as nomeações termina amanhã, e as votações decorrem a 29 de maio, no congresso da FIFA, em Zurique.

Leia de seguida as declarações de Luís Figo proferidas durante a apresentação da sua candidatura:

Eu preocupo-me com o futebol, e não gosto do que tenho visto em relação à imagem da FIFA não só, mas nos último anos. Devo o futebol o que sou e sinto que chegou a hora de retribuir tudo o que recebi, ao longo de tantos e tantos anos. Decidi candidatar-me a presidente da FIFA, foi uma decisão ponderada, assente na vontade de mudança, numa visão reformadora e na necessidade de dar mais transparência a uma instituição que vai perdendo credibilidade e a sua capacidade mobilizadora.

Quero agradecer à FPF, na pessoa de Fernando Gomes, o facto de me apoiar e ser a federação proponente desta candidatura. Somos um país que deu a conhecer novos mundos ao mundo, somos um país de futebol, somos um país com cinco bolas de ouro, devemos ser também, por isso, um país e uma federação ativa e empenhada na mudança, podem contar comigo. Olho para a reputação da FIFA e não gosto do que vejo, o futebol merece melhor, ao longo das últimas semanas, meses e até anos, assisti a uma acentuada degradação da imagem da organização e sinto que é tempo de inverter esta realidade. A FIFA tem de voltar a ser uma instituição respeitada e acarinhada em todo o mundo.

O futebol, o jogo, tem de voltar a ser o foco da FIFA. Falei com muitas pessoas no futebol – jogadores, treinadores e presidentes de federações – e todos pensam que algo tem de ser feito. Fui jogador profissional, trabalhei no jogo a todos os níveis ao longo da minha vida e penso que sei o que é bom para ele.

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