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Especial Quinto Canal: Comic Con Portugal 2014 [com vídeo]

Chegou finalmente a Portugal aquele que é um dos eventos de cultura pop mais famosos em todo o mundo e como não poderia deixar de ser o Quinto Canal marcou presença. Estivemos na Exponor no passado fim-de-semana e vamos contar tudo sobre a primeira edição do Comic Con Portugal.

Estive presente nos painéis de Seth Gilliam, Da Vinci’s Demons, Clive Standen e Paul Blackthorne, o que para muitos foi missão impossível. Infelizmente não consegui entrar no painel de Natalie Dormer nem estar na sua hora de autógrafos pois a afluência de pessoas para ver a atriz foi enorme. A Fox tinha também uma banca na qual se podia alugar um Walker – que deixem que vos diga estavam muito bem caraterizados – e foram muitas as pessoas que andavam a passear no recinto acompanhadas por esta personagem. Mas o que realmente me cativou nesta primeira edição – também porque sou fã há imenso tempo – foi a presença da 501ST LEGION – Lusitanian Outpost. Para quem não conhece este é um grupo oficial de fãs de Star Wars que possuem cosplays perfeitos e participam em imensos eventos do género. O momento mais épico foi a marcha que os vários cosplayers fizeram ao som da música Marcha Imperial – eu gravei e tive que me controlar imenso para não andar aos saltos que nem uma pulga.

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Foram imensos os cosplayers presentes (podem ver aqui o nosso álbum) e realmente é um evento único e uma pessoa acaba por se perder. Existiram algumas falhas na organização e notou-se que não estavam preparados para a afluência de milhares de pessoas. No domingo algumas coisas foram corrigidas – como por exemplo a ocupação dos lugares VIP por parte de quem não tinha o bilhete específico – e creio que nas edições futuras estas falhas sejam remediadas – sim porque a Comic Con Portugal foi confirmada por mais cinco anos. E já agora aproveito para me queixar do terrível sistema rodoviário que foi disponibilizado nos dias do evento pois quem não tinha carro próprio teve que se sujeitar a imensas horas à espera de autocarros, que não cumpriram os horários previstos (não seria mal pensado a organização tentar uma espécie de acordo para estes dias).

Inês Calhias

A Comic Con chegou finalmente ao nosso país – ainda que não seja a oficial – e não resisti a rumar à Invicta apesar do ceticismo e desconfiança inicial. Contra todas as expetativas, a adesão foi total e o que não faltou foram visitantes. No que isto se traduz? Em filas. Mas claro está, quem vai a um evento destes, já deve estar preparado para passar muito tempo a olhar para as costas de desconhecidos. Consegui participar nos painéis de alguns atores – aqueles em que olhava e não me cansava só de olhar para os metros de fila – porque além dos videojogos, gosto bastante de séries e foi interessante ver a interação entre o público e as estrelas de Hollywood que estamos habituados a colocar num pedestal – prova disso eram as filas que se multiplicavam para conseguir autógrafos. Infelizmente, e contra a minha vontade, não consegui visitar painéis secundários, incluindo os de videojogos. Existiam imensas bancas com artigos para venda e obviamente não resisti a adquirir uma figura do Ezio Auditore (se tenho de vos dizer quem ele é, então não andam a acompanhar o Inside Gaming! – mas é o protagonista de três títulos da saga Assassin’s Creed, agora vão lá ler as rubricas sff). De facto eram tantas que me acabei por perder no meio de tanta oferta e a carteira agradeceu não ter feito gastos a mais.

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Tentei por várias vezes jogar nas várias consolas que estavam no evento, tal como as Nintendos 3DS, Xbox One, PS4 e Wii U, mas eram tantas as pessoas que teria que esperar horas para poder experimentar qualquer um dos jogos. Quando finalmente consegui uma oportunidade, a consola em questão não estava a funcionar – não vou referir o nome, apenas que começava em X e acabava em One – o que piorou a minha vontade de estar no meio de tanta gente. E peço desculpa às criancinhas que estava atrás de mim na fila para jogar GTA V que se viram obrigadas a nadar para terra após eu ter passado largos minutos a nadar para águas abertas só porque sim e ficaram ligeiramente chateados comigo. O que mais me surpreendeu nesta primeira edição da Comic Con foram os Cosplays espetaculares e viu-se que em Portugal há realmente imenso talento neste campo. Parabéns também aos figurantes da Marcha Imperial de Star Wars que fizeram um trabalho fenomenal a entreter o público presente. No geral a experiência foi positiva, no entanto esperam-se largas melhorias por parte da organização para as próximas edições.

Sílvia Farinha

Durante três dias, milhares de pessoas reuniram-se no mesmo local para partilhar o seu interesse na cultura POP. O cosplay esteve presente e com muita qualidade, a animação era constante e desde a Expo SyFy às diversas lojas presentes, havia muita coisa para descobrir. Os convidados demonstraram todos um grande interesse na cultura portuguesa e a boa disposição predominou todos os painéis com o público a participar de forma efusiva com perguntas e pedidos. Na Comic Com Portugal houve também espaço para o cinema com uma antevisão do filme Big Hero 6 num painel com as vozes da Versão Dobrada moderado pelo jornalista Mário Augusto. Mais dedicado para um público infantil, o painel foi dedicado à apresentação do filme e culminou com a oferta de prémios relativos ao filme.

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O cinema português esteve em destaque com a antevisão do há muito aguardado Capitão Falcão, apresentado numa edição passada do MOTELx como sendo uma série mas que, face ao fraco apoio por parte da RTP tornou-se num filme com um tom semelhante. Capitão Falcão é a história de um super-herói invulgar sob o comando de António Salazar que procura proteger o fascismo derrotando comunistas e feministas. É um filme repleto de piadas, lutas e pequenas referências ao Estado Novo que já foi criticado por políticos de ambos os lados. O realizador João Leitão, acompanhado por Gonçalo Waddington, o Capitão Falcão, revelou o desejo de lançar o filme no dia 25 de Abril de 2015 depois de muitos atrasos e a intenção de produzir uma sequência de créditos ao estilo Marvel. Capitão Falcão promete ser um dos grandes filmes portugueses do próximo ano, merecendo assim destaque para fazer parte deste grande evento. É verdade que existiram filas e pequenos contratempos que impediram o agrado geral, nomeadamente no sábado mas, para um primeiro evento e face a todo o ambiente no interior da Exponor e a toda a experiência e conceito, a organização está de parabéns.

Tiago Ricardo

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