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Entrevista – Wine TKK: «As batalhas dão-nos reconhecimento e visibilidade»

Sendo um dos nomes em ascensão no mundo do hip-hop, Wine TKK lançou recente o seu novo single Banana, sendo um dos primeiros passos para o lançamento do novo EP, que será lançado em breve. Para dar a conhecer o seu percurso no mundo da música até ao momento, o Quinto Canal traz até si mais uma entrevista exclusiva.


Em algumas palavras, como se define o Wine TKK?

Wine Tkk é um artista versátil, português e com uma história que começa nas batalhas de hip hop deste país, como a Liga Knockout. Sou uma artista que crio música para os meus ouvintes, mas para os motivar a ouvir e acompanhar o movimento hip hop, que tem tanta coisa boa envolvida.

Já está disponível o seu mais recente single, Banana. Como tem sido a recepção dos fãs a este trabalho?

Os fãs reagiram muito bem a este single, inclusive a música já se encontra a passar em rádios como a Cidade FM, a 94fm, entre outras. É um single de verão e a minha abordagem para os meus ouvintes está a ser essa mesmo, aproveitem este verão com o Banana.

A par do single, está também a preparar um novo EP para ser lançado em breve. É possível revelar alguns detalhes sobre o mesmo?

O que posso revelar do EP é que tem na sua composição energias muito positiva e sons com musicalidades que o meu público já andava a pedir há algum tempo. Por isso, preparem-se que em breve estará disponível nas plataformas digitais, e não vais querer perder!

Qual o lançamento que mais o marcou até ao momento?

De certo modo, sinto que todos os lançamentos me marcaram, no entanto este single Banana deve ser o que mais me marcou, por estarmos em tempos de pandemia e ser tão importante passar boas energias nesta época dificil para todos nós.

 

Falando um pouco sobre o seu percurso na música, como foi a experiência de participar em algumas batalhas de rua?

Foi uma experiência bastante boa porque aprendi muito, as bases das qualidades que o público aprecia em mim foram todas adquiridas nessas
batalhas de rua, por isso, posso dizer que a experiência nas batalhas deu-me as ferramentas que hoje tenho para estar aqui.

De que modo essas batalhas foram importantes para uma imposição e crescimento no mundo do hip-hop?

A minha primeira batalha na Liga knockout aconteceu após ter realizado mais de 100 batalhas de rua. No entanto, foi a batalha que mais me marcou e que assinalou uma nova era nas batalhas feitas em Portugal devido a intensidade e performance que sinto que trouxe das ruas. Essa batalha trouxe-me a notoriedade e a visibilidade que eu necessitava, colocando-me num patamar bastante alto no mundo do Hip Hop em Portugal. Não são uma imposição, mas ajudam-nos a crescer enquanto artistas, e dão-nos reconhecimento e visibilidade, o que precisamos para desenvolver e conquistar ainda mais ouvintes.

Recorda-se da batalha mais difícil que realizou até hoje? Como correu?

Houve uma batalha internacional que foi bastante difícil porque eram os melhores de Portugal contra os melhores artistas de Angola. Eu sou descendente de Angola e Cabo Verde mas fui representar Portugal, então foi uma batalha difícil porque isso gerou em mim um misto de emoções, tinha o coração dividido.

Como surgiu a oportunidade de participar na conhecida Liga Knockout?

Como fazia bastantes batalhas na rua, já tinha recebido um convite para participar na Liga Knockout, no entanto esperei até que a Liga knockout realiza-se um casting e participei nesse casting. Sempre fui uma pessoa que gosta de competir, então adorei a ideia de ir ao casting para ver se seria selecionado ou não, e consegui.

Que memórias guarda dessa participação?

Foram momentos em que me diverti e aprendi muito, conheci pessoas que mudaram bastante a minha forma de ser e pensar enquanto artista, e nesse
caminho ainda fiz muitos amigos, por isso, posso dizer que guardo memórias muito boas!

Acredita que ainda existe uma forte discriminação no que toca ao hip-hop em Portugal?

Acredito que sim, no entanto rappers, como os Wet Bed Gang, Plutonio, Vado, T-rex, e outros, têm vindo a levar o hip hop a todo o lado e a tentar disseminar essa discriminação, não é uma missão que se complete num dia mas com o esforço de muitos tudo está a melhorar, é o que acredito e vejo acontecer.

As letras do hip-hop são carregadas de fortes mensagens, de vários teores. Já usou a sua música para chegar a alguém em concreto?

Já usei a minha música para chegar a um amigo que estava a passar uma fase negativa menos boa. Na altura, decidi fazer uma música para ele chamada Não desistas, e acho que essa música teve um factor importante na vida dele, e na superação dessa má fase, que o fez encarar a vida de outra forma com todas as suas forças.

Quais são as suas maiores inspirações na música?

O que me inspira é a vida em geral, se pararmos para pensar, onde há vida, há histórias, há sentimentos e sensações, para mim não há nada mais inspirador do que a vida.

Deveria a televisão apostar mais em formatos dedicados à música?

Claro que sim, até porque as pessoas ouvem muita música, basta ver os números que as músicas tem mundialmente para entender que as televisões
só tem a beneficiar com isso. Quem sabe num futuro próximo possamos ver o Wine Tkk na televisão!

O que podem os fãs esperar do Wine TKK para os próximos tempos?

Os fãs podem esperar muita música boa, muitos vídeos bons e muito conteúdo. Parei durante algum tempo para compor e esta é a hora de compensar o meu público pelo tempo que estive sem lançamentos.

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