Realizador: Nicolas Winding Refn

Guião: Hossein Amini, James Sallis

Elenco Principal: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston

Resumo: Ryan Gosling é o actor do momento, e no final do ano passado aceitou o convite de Nicolas Winding Refn para dar vida a um homem sem nome, cujo seu maior talento é conduzir. O seu trabalho é dividido entre a oficina do grande amigo Shannon (Bryan Cranston), a gravação de filmes de Hollywood, onde trabalha como duplo e “empresta” a sua condução a criminosos que queriam fugir rapidamente da cena do crime.

Na sua vida pessoal não tem ninguém, vive em permanente solidão e silêncio, até ao dia em que conhece Irene (Carey Mulligan), sua vizinha e mãe solteira depois do seu marido ter sido preso. Pondera dar a volta à sua vida, e tentar remedias tudo o que fez, mas quando o marido de Irene (interpretado por Oscar Isaac) é libertado, o jovem condutor vê os seus sonhos desabarem. Revoltado, decide ir mais uma missão criminosa com o seu amigo Shannon para este pagar várias dívidas. Sai tudo errado, e quando tudo na sua vida estava a entrar nos eixos vê-se perseguido por um gang.

Opinião: Drive é um filme que nada tem de comercial, mas como se sabe o factor monetário é cada vez mais importante, e com um guião excelente a ideia de ir buscar Gosling revelou-se nada menos do que excelente. Tal como se esperava deste realizador, estamos perante um filme com muita acção, mas que vai intervalando com os momentos que o condutor partilha com Irene e o seu filho, momentos de ternura. O filme não tem momentos de quebra, é preciso estar 100% focado para percebermos tudo do início ao fim, porque está sempre acontecer algo e nunca o que o espectador está à espera.

O aspecto que tenho obrigatoriamente de ressalvar – a banda sonora, uma das melhores que ouvi nos últimos. Gosling passa muitos momentos em silêncio e acaba por ser a música que faz toda a interpretação do filme.

Nicolas Refn antes de Drive era conhecido por um filme de acção ao mesmo género, mas dinamarquês, e este acaba por ser o seu salto para Hollywood, e não poderia chegar à cidade da sétima arte com melhor cartão de visita.

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