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Margarida Carpinteiro crítica serviço público da RTP

O trabalho da RTP na área do serviço público é contestado por muitos telespetadores. Se, para uns, o primeiro canal desenvolve um bom trabalho, para outros tantos não é isso que acontece. No caso de Margarida Carpinteiro, uma prestigiada atriz portuguesa, a estação pública está longe de atingir o seu papel esperado, o que é também justificado pela importância que é dada aos formatos que dão a conhecer as mais diversas localidades portuguesas (o caso de Verão Total).

Confesso que me faz alguma impressão. Eu pergunto: neste momento, qual é a diferença entre o canal RTP e os outros? Não sinto muitas. Não há preocupação cultural. Não se ouve um concerto na estação principal, não se ouve uma entrevista, ou são raras, a individualidades da cultura. Fala-se muito que os portugueses não são cultos. Não é preciso ler muito, mas é preciso ao menos saber que há gente que escreve, que há gente que pinta. Que as coisas existem. Vemos estes programas da RTP aí pela província… é deplorável. É uma tristeza. Passamos a vida a elogiar choriços? E paios? E azeites? E não há uma hora para um bom concerto de um português que apareceu, gente nova com tanto talento? Pronto… eu nem sei dizer se faz falta um canal ou não, sei que estou farta de que a RTP não tenha serviço público.

Visivelmente indignada com esta realidade, Margarida Carpinteira é direta quando confrontada pela Notícias TV sobre a existência ou não de um verdadeira serviço público do primeiro canal: «Não faz nenhum. A não ser que eu não saiba o que é serviço público.»

Será que com a alienação de um dos canais do Estado vão existir algumas mudanças?

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