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Só Séries: Já não é necessário salvar a cheerleader mas o mundo continua a precisar de ajuda em «Heroes Reborn»

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Heroes foi uma das séries dos últimos anos que se tornou um culto para os fãs. Além das cativantes histórias, teve personagens que marcaram o público e frases que ficarão para sempre nas nossas memórias. E já quando se pensava que tudo teria terminado, eis que a NBC decide que estava na altura de regressar.

Sou fã confessa das primeiras temporadas de Heroes. Vibrei com as malícias do Sylar, com o “Save the cheerleader, save the world” e com toda a temática e mistério que envolvia as histórias daquelas personagens. Não gostei do rumo que a série levou e ainda bem que a história não foi mais além da quarta temporada. Só que pronto, alguém decidiu que não era suficiente.

Heroes Reborn surge cinco anos depois como o spin-off de Heroes, com um grande número de personagens novas mas também algumas caras já conhecidas (lamento que mais nenhum ator da série original tenha decidido participar nesta). A história tem lugar após um ataque terrorista dizimar centenas de pessoas que estavam num evento sobre EVO’s (nome dado aos humanos com habilidades especiais). Estes mostraram-se finalmente ao mundo numa tentativa de ter uma vida normal, mas após o ataque terrorista são obrigados a esconderem-se novamente.

heroes reborn

Posso dizer o quão intrigada fiquei com esta premissa? É como regressar ao início da série e poder ver todo aquele secretismo e nunca se saber quem é o vilão ou o herói. Contudo, ainda estou ansiosa por ver algo mais do que isto e com apenas treze episódios não sei se a série vai conseguir cumprir as expetativas. Tudo bem que algumas das novas personagens até são carismáticas e que o Zachary Levi (conhecido pela sua carismática personagem Chuck) está a fazer um papel sensacional como o novo vilão, mas falta ali algo. Algum contexto que explique aquelas personagens. Conseguimos gostar do Hiro porque percebemos o quanto ele queria deixar o seu pai orgulhoso. Conseguimos perceber o Peter, pois apesar de ser a “ovelha negra” da família só queria ajudar os outros. Até conseguimos simpatizar com o Sylar, depois de sabermos a sua história. Mas até agora, está a ser difícil criar aquela ligação entre público e personagens.

Este contexto que vos falo pode até estar presente na webseries desenvolvida pelo canal NBC. Composta por seis episódios, Dark Matters explica o que se passou entre o último episódio de Heroes e o primeiro desta nova série. Só que a NBC apenas publicou esses vídeos na app da série que, adivinhem lá, não está disponível no nosso país (o canal Syfy bem que podia tentar ter os direitos destes episódios, não?).

Contudo, e devido à importância que a série original teve para mim (e porque sou fã destas histórias), vou continuar a acompanhar Heroes Reborn na expetativa que consiga superar todos estes entraves iniciais e voltar à sua merecida glória. Para os mais desatentos, o canal Syfy transmite Heroes Reborn todas as segundas às 22h10, com apenas uma semana de atraso em relação aos EUA. E para regozijo dos fãs da série original, está a transmitir as temporadas de Heroes (para saberem quando, consultem a programação aqui).

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