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Rui Porto Nunes: «Os resultados das audiências dos remakes da SIC falam por si»

Estreou-se em Morangos com Açúcar, mas foi em Lua Vermelha que se tornou num autêntico ídolo para os mais jovens. Depois destes projectos, Rui Porto Nunes já dobrou filmes e apresentou um dos programas mais populares da SIC Radical. Olhos nos Olhos, Laços de Sangue, Rosa Fogo e uma participação especial em Dancin’ Days fazem igualmente parte do seu currículo.

Nesta entrevista ao 5º Canal, o conhecido ator falou-nos dos seus objetivos, do seu gosto em representar e igualmente sobre o sucesso que as novelas da SIC têm obtido juntos dos telespetadores.

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I

Quem é o Rui Porto Nunes?

Rui Pedro Porto Nunes, 26 anos, nascido e criado em Esperança, no concelho de Arronches, distrito de Portalegre. Adoro a vida e a minha profissão de actor.

Antes da representação estava dedicado ao BTT e ao curso de realização. Sente falta de alguma dessas actividades ou o ser actor preenche-o por completo?

Desisti do BTT por motivos de saúde mas continuo adepto de ciclismo e outros desportos de velocidade. No início deste ano cheguei mesmo a participar nalgumas provas do campeonato nacional TT pela Yamaha. Quanto ao curso de realização, para já sou feliz apenas como actor e a minha vida profissional ocupa-me a maior parte do tempo mas gostava de o concluir um dia.

Acha que a formação nesta área é tão importante como em qualquer outra?

A formação é muito importante, mas não passa só por workshops ou cursos de representação. Sob a perspectiva certa, algo tão simples como ver filmes pode constituir uma aprendizagem para um actor. E para além disso, nada nos ensina tanto como a experiência e a capacidade de aceitar e superar novos desafios.

II

Começou a sua carreira em Morangos com Açúcar. Como avalia essa experiência?

Muito positivamente. Foi uma grande escola para quem nunca tinha estado à frente das câmaras, e foi aí que percebi que representar era o que queria para a minha vida.

Depois de nove anos de exibição e de muitos actores lançados para a ficção nacional, a série chegou ao fim. Concordou com o término de Morangos com Açúcar?

Se as audiências justificavam essa decisão, penso que foi melhor assim. Ao fim de nove anos já tinha sido feito tudo o que podia ser feito, e fazia falta um projecto diferente e inovador naquele horário.

Ao contrário de muitos, a sua carreira prosseguiu cheia de sucessos. Qual acha que foi o principal factor para que novos e exigentes projectos lhe fossem entregues?

Estou muito agradecido às pessoas que continuam a apostar em mim, e quero pensar que isso se deve ao reconhecimento da minha capacidade de trabalho. Qualquer que seja o ramo de actividade, quando mostramos profissionalismo e dedicação isso acaba sempre por ser recompensado mais tarde.

Um dos seus trabalhos mais reconhecidos aconteceu aquando da sua mudança para a SIC. O desafio para Lua Vermelha atraiu-o à primeira vista ou ficou apreensivo antes de aceitar o convite?

Reconheci desde o primeiro momento que o Afonso era uma grande oportunidade para mim, no sentido de poder crescer como actor, e para a minha carreira se me empenhasse a 101% e soubesse trabalhar muito bem a personagem. Agarrei-me a essa noção e procurei estar à altura do desafio, desde perder 12 quilos para melhor encarnar um vampiro até andar vários meses com as botas da personagem calçadas para onde quer que fosse. Foi o papel que mais gozo me deu até ao momento e pela primeira vez senti-me a fazer trabalho de actor a sério.

Já realizou também dobragens para a série J.O.N.A.S e para o filme Hop. Em que medidas é que estas participações fizeram de si um melhor actor?

Para um actor habituado a fazer televisão, onde podemos recorrer ao olhar e à expressão corporal, é um desafio só dispor da voz para interpretar de forma credível uma personagem. Além de divertido foi muito enriquecedor, aprendi imenso sobre o trabalho de voz.

III

A apresentação ou rádio fazem parte do seu imaginário para o futuro ou pretende ficar-se pela representação?

Já tive uma experiência em apresentação, no Curto Circuito da SIC Radical. Nunca fiz rádio mas se surgirem propostas é sempre uma possibilidade. Para já estou concentrado na representação.

É crítico perante o seu trabalho ou prefere que sejam os outros a atribuírem o feedback?

Costumo ser bastante crítico. Penso sempre como poderia ter feito uma cena melhor ou de forma diferente, mas como nem sempre conseguimos ter o distanciamento necessário para nos avaliarmos a nós próprios de forma isenta, também gosto de conhecer a opinião das outras pessoas. Críticas construtivas são sempre bem vindas.

Tornou-se um ídolo para milhares de jovens de uma forma repentina. É fácil lidar com todo esse assédio? Qual foi o episódio mais caricato que lhe aconteceu?

Não me ocorre nenhum episódio em especial. Nunca tive problemas em lidar com isso porque o “assédio” se traduz sobretudo em carinho e reconhecimento por parte do público, e nessas condições é muito compensador trabalhar como actor.

IV

O que tem a dizer sobre a queda significativa das audiências das novelas da TVI? Era um cenário previsível?

Na medida em que isso é fruto do trabalho e da qualidade dos muitos profissionais envolvidos nas produções da SIC, que está a atravessar uma excelente fase, então sim, era bastante previsível.

Considera que os dois remakes em exibição na SIC são uma boa escolha para o horário?

Penso que os resultados de audiências falam por si.

Algum projecto para breve?

Estou actualmente a gravar uma participação na novela Dancin’ Days.

Uma mensagem para os leitores do Quinto Canal!

Para os leitores do Quinto Canal e para o público em geral, um grande obrigado pelo vosso carinho. Espero que continuem a acompanhar o meu trabalho, e que vos dê tanto prazer assistir como me dá a mim representar.

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