Música

Responsável pelo festival Paredes de Coura critica apresentadores da SIC Radical

Realiza-se entre os dias 19 e 22 de agosto. O Vodafone Paredes de Coura tornou-se numa referência para os visitantes, músicos e igualmente para as marcas. Com uma filosofia muito própria, este não é um evento no qual todos têm uma entrada garantida. Pelo contrário.

Tal como explicou João Carvalho, sócio da empresa Ritmos e responsável pelo festival Paredes de Coura ao Meios & Publicidade, o dinheiro não compra tudo. Diferentes marcas já provaram não serem capazes de marcaram presença num certame deste género, com ativações que não tinham a ver com o seu conceito.

«Já mandei patrocinadores embora, não vou dizer a marca porque é deselegante, porque apareceram no festival há uns sete ou oito anos, com música latino-americana e umas bailarinas para comunicar uma marca. O que tem isso a ver com Paredes de Coura? Nada. O dinheiro não compra tudo», disse.

Por esse mesmo motivo as transmissões da SIC Radical vão ficar de lado em 2015. Apesar de a SIC ser a estação oficial, os especiais que o canal por cabo faz não são desejados. Porquê? Não se enquadram na dinâmica do Paredes de Coura.

Não quero ser desagradável com a SIC até porque temos uma boa relação com eles e vão ser a televisão oficial do festival este ano, mas não permitimos, por exemplo, as transmissões da SIC Radical onde têm sempre duas ou três pessoas a fazer tudo o que não tem a ver com música. A atitude dos apresentadores é de humor fácil e desnecessário… Estava a ver um festival da concorrência em directo na televisão e a pensar: “Meu Deus, eu nunca hei-de querer isto no meu festival”. É fútil e muito adolescente a forma como são feitas as transmissões dos festivais.

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