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Entrevista – Cláudia Pascoal: «Somos nós que fazemos a diferença por pequenos gestos ou decisões»

Depois de vários meses de espera e ansiedade, Cláudia Pascoal dá finalmente a conhecer aos seus fãs e público em geral o tão aguardado disco de estreia, intitulado de !. Por ocasião desse lançamento e não só, o Quinto Canal esteve à conversa com a cantora, para trazer até si mais uma entrevista exclusiva, que pode ser lida de seguida.


 

Para quem não conhece o seu trabalho, quem é a Cláudia Pascoal?

Já me chamaram de “miúda do bacalhau” em tempos. Já fui a rapariga do ukulele do The Voice. Já fui a “tal do cabelo rosa” do Festival da Canção. Hoje, finalmente, acho que sou a Cláudia Pascoal que lança o seu disco de estreia “!”.

Como acha que será a receção do público a este trabalho discográfico?

Honestamente sinto que vai haver uma atenção diferente, dado a situação atual, ainda não percebi como vai ser recebido o disco, mas estou muito orgulhosa do que fiz e estou entusiasmada para mostrar o “!”.

Para quem ainda não conhece o disco, que sonoridades pode o público descobrir neste trabalho?

Acho que o álbum é mesmo a definição, não só, de quem eu sou, mas também do crescimento que tive nestes últimos dois anos. Portanto acho
que o álbum começa bem parvo e vai amadurecendo ao longo das músicas, e depois acaba em parvo outra vez. Conta com a participação do
Samuel Úria e do Nuno Markl… só aí diz tudo acho.

Como surgiu a ideia de ter Tiago Bettencourt como produtor do álbum?

Estabeleci rapidamente que não conseguiria escrever um álbum inteiro, quando estava ainda no processo de auto descoberta. Por isso, comprometi-me a escrever metade do álbum e a outra metade deixar nas mãos do mundo. Entretanto fui pedindo ajuda aos artistas que mais amo. Fui uma sortuda, e rapidamente todos os artistas que falei escreveram-me canções lindas lindas lindas! Algumas faziam sentido entrar neste álbum, outras ficaram pelo caminho. Mas as que estão, foram trabalhadas por mim e pelo meu “Sensei” Tiago Bettencourt, que não só produziu o meu álbum, como tomou o seu tempo a ensinar-me como é que esta “coisa” da música funcionava e como se construía algo de raiz. Essa paciência e dedicação foram sem dúvida as razões por não ter dúvidas que o queria ao meu lado para criar o eu primeiro álbum.

Qual é para si a faixa mais marcante deste disco?

Varia de semana para semana. Depende do humor que estou e como vejo o mundo. Agora sou a Tanto Faz. A música aborda o tema, como nós humanos, achamos por vezes que as nossas ações não valem muito, mas que na verdade somos nós que fazemos a diferença por pequenos gestos ou decisões. E tenho pensado muito nisto porque, nos dias em que vivemos, o ato de ficar em casa faz toda a diferença por exemplo. Este exercício de nós valorizamos para o objetivo do bem comum é às vezes difícil, mas muito importante. Agora mais do que nunca!

Em 2018 representou Portugal no Festival da Eurovisão. Que memórias guarda dessa participação?

Apenas coisas positivas! Agora guardo alguns momentos que ainda me apertam a barriga com adrenalina e felicidade. Foi uma honra ter representado o meu país.

Participou também no conhecido programa  The Voice Portugal. Que conselhos pode deixar aos fãs que também queiram no futuro participar em formatos deste género?

Que o façam, não com a esperança que vai mudar a carreira profissional, mas sim, como uma experiência televisiva engraçada que realmente os pode ajudar a crescer na forma como querem comunicar a sua imagem.

O mundo da televisão poderia dar mais destaque ao mundo da música?

Sim.

Se pudesse, alterava algum detalhe no atual panorama televisivo?

Nos dias de hoje acho que temos de lhe dar na criatividade com força. Acho que não basta substituir as entrevistas presenciais com chamadas por skype,
podíamos usar as redes sociais para brincar com o audiovisual e fazer coisas que até nem eram possíveis em estúdio televisivo. Acho que vamos chegar lá!

O que podem os fãs esperar da Cláudia Pascoal em 2020?

Fãs e não fãs podem esperar que não vou cruzar os braços só por estar em casa. Vou tentar criar conteúdos todos os dias e apresentar o álbum de formas
criativas. Esta é a minha esperança e a minha vontade!

Para finalizar, se possível uma breve mensagem para os seus fãs e leitores do Quinto Canal:

Muito Obrigada pela entrevista e se tiverem um tempinho entre os filmes da Netflix, Ouçam o meu álbum que está bem “Blah”!

 

 

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