Cinema

Filmin – Coleção Rural Freaks: As escolhas do Quinto Canal

Com o objetivo de continuar a trazer as melhores sugestões não só aos leitores do Quinto Canal como também aos utilizadores do Filmin, esta semana destacamos a mais recente coleção do serviço, Rural Freaks, que tem como tema as “estranhezas da ruralidade”, representados em 16 títulos. Se não tiver tempo para ver os dezasseis, não perca pelo menos as nossas três sugestões, todas elas nacionais:

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AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO:
  • Ano 2008
  • Duração: 144 minutos
  • Realizador: Miguel Gomes
  • No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as atividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse do filme às relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta e ainda músicos numa banda de baile.

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O MILAGRE DE SANTO ANTÓNIO:
  • Ano: 2012
  • Duração: 41 minutos
  • Realizador: Sergei Loznitsa
  • Em meados de junho, a aldeia de Santo António de Mixões da Serra, Valdreu, na região Norte de Portugal, homenageia o seu santo patrono com um festival muito característico. Nesse dia, os agricultores locais trazem os seus animais para a igreja – vacas, cavalos, cães, gatos, galinhas, coelhos – para serem benzidos. Esta tradição ancestral é passada de geração em geração, e hoje, assim como há centenas de anos atrás, animais e pessoas reúnem-se desde as ruas na montanha até à praça da igreja para participar nesta procissão religiosa. O filme é sobre este milagre.

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LACRAU:
  • Ano: 2013
  • Duração: 92 minutos
  • Realizador: João Vladimiro
  • A víbora é surda e o lacrau não vê, assim é e assim será, tal como o campo é calmo e a cidade agitada e o ser humano impossível de satisfazer. Lacrau procura o regresso “à curva onde o homem se perdeu” numa viagem que parte da cidade em direcção à natureza. A fuga do caos e do vazio emocional a que chamamos progresso; matéria sem espírito, sem vontade. A procura das sensações e relações mais antigas dos seres humanos. O espanto, o medo do desconhecido, a perda dos confortos básicos, a solidão, o encontro com o outro, o outro animal, o outro vegetal. Um mergulho à procura de uma conexão com o mundo.

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