Três mulheres a viverem num prédio em Lisboa, Pilar, Aurora e Santa.

Pilar – uma mulher extremamente religiosa que gosta de receber jovens em sua casa que vêm a Portugal às jornadas católicas. Tem um amigo pintor que lhe ofereceu um quadro que Pilar odeia, mas sempre que sabe que o seu amigo a vem visitar, Pilar pendura o quadro na sala para que este não fique triste.

Aurora – Vizinha de Pilar, uma idosa muito excêntrica e viciada no jogo, que gasta tudo o que a sua filha lhe envia do Canadá. Acha que Santa, a sua empregada lhe faz macumbas e a quer ver morta.

Santa – Empregada de Aurora, atura todas as manias da sua patroa, e tem de pedir ajuda muitas vezes a Pilar para conseguir controlar as paranoias.

Aurora quase a morrer, pede às outras duas para encontrarem Gianluca Ventura, o grande amor da sua vida. Pilar e Santa encontram Gianluca num lar do Cacém, e quando chegam ao hospital para este ver Aurora, a mulher já morreu. A partir deste momento a narração é feita por Gianluca que conta toda a história do seu amor por Aurora, e de como perderam tudo quando tentaram fugir juntos.

A realização ficou a cargo de Miguel Gomes e recebeu o prémio pela crítica em Berlinale, atribuído pela Fipresci. Filmado a preto e branco, é uma co-produção de Portugal, Alemanha, Brasil e França, contando com a participação dos actores Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, Carloto Cotta, Isabel Cardoso, Ivo Müller e Manuel Mesquita.

Quanto a mim um filme que ganha pela imagem, pelos excelentes planos e principalmente por ser a preto e branco. Sem cor temos noção da solidão em que as três mulheres viviam no centro de Lisboa, das memórias tristes do amor de Gianluca e Aurora. Num ano em que assistimos ao Artista ser constantemente nomeado e premiado, Tabu um filme também a preto e branco e quase mudo, merecia mais. Merecia mais apreço do público português, mais apreço das produtoras portuguesas e da comunidade de cinema internacional. Em Lisboa o filme só estava em exibição em duas salas, e aposto que a maioria dos portugueses nem sabe de que filme estou a falar.

Mais uma vez peca por falta de publicidade das produtoras, por falta de investimento e pela já normal falta de interesse dos portugueses pelo cinema nacional.

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