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Entrevista – Theodore: «O público conecta-se muito com a música »

Diretamente da Grécia para Portugal, Theodore marca a sua estreia no nosso país com uma série de concertos nestes últimos dias de maio. Pelo meio desses concertos o Quinto Canal teve o prazer de estar à conversa com o artista, e o resultado dessa conversa pode ser lido de seguida, em mais uma entrevista exclusiva.

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Para quem não conhece o seu trabalho, quem é o Theodore?

Eu sou um compositor e intérprete de Atenas, na Grécia. Tudo o que precisam de saber sobre o meu trabalho e sobre mim mesmo podem descobrir através da minha música e concertos ao vivo!

Como surgiu o gosto pela música?

A música sempre fez parte da minha vida. Quando era criança passava meus verões com minha avó numa zona à beira-mar, perto de Nafplio. Todas as noites, comíamos na mesma taverna e ouvíamos os mesmos músicos tocarem. Quando eu tinha sete anos, consegui meu primeiro bouzouki e naquele verão eu me aproximei dos músicos e perguntei se eu poderia tocar com eles. Eles aceitaram, e essa parceria acabou por durar os dois verões seguintes. Quando eu tinha 16 anos, percebi que, embora pudesse fazer muitas coisas, não seria feliz sem música. Após dois anos, mudei-me para Londres para estudar composição clássica e pontuação de filmes. Desde então, minha vida é totalmente dedicada à criação de novas músicas e experiências musicais ao vivo.

Está neste momento a fazer este mês a sua estreia em Portugal. Ansioso por conhecer o público português?

Como sempre me esforcei para criar um ambiente especial que me ligue ao meu público durante os concertos, estou muito animado para ver como é que reage o público português. Cada atuação será num local diferente, e por isso mesmo sim, estou ansioso para cada um deles!

O que podem esperar os portugueses dos seus concertos?

Nos meus concertos, nós fazemos sempre montagens de de luz como uma forma de destacar a antítese entre a luz e a escuridão, que é um tema que percorre a minha música, que por sua vez é caracterizada por contrastes intensos.

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Como tem sido a reação do público aos seus trabalhos?

Eu sou grato por ter tido a oportunidade de me apresentar para muitos públicos diferentes tanto na Europa como nos Estados Unidos da América. A energia nos nossos concertos ao vivo é geralmente bastante hipnotizante, o público conecta-se muito com a música e essa é a maior recompensa que um artista pode obter.

Quais são os seus maiores ídolos da música?

Eu nasci a ouvir Pink Floyd e The Doors, bem como música clássica e tradicional grega. Eu adoro Sigur Ros e Radiohead, mas também sou muito inspirado pelo minimalismo de Steve Reich, e a música dos gregos Manos Chatzidakis e Vangelis Papathanasiou corre nas minhas veias.

Apesar de ser a sua estreia em Portugal, é a primeira vez que visita o nosso país? Está a gostar desta experiência?

É a minha primeira vez a atuar em Portugal, mas em 2012 estive por cá para ir ao NOS Alive ao concerto do Radiohead, e tive por isso a oportunidade de passar alguns dias em Lisboa. Lembro-me que fiquei hipnotizado pela beleza da cidade, tendo andado o máximo que pude a descobrir a cidade.

Para finalizar, o que podem os fãs esperar no futuro através do seu trabalho?

Nos últimos meses, trabalhei muito para terminar o meu novo álbum e estou muito empolgado com o resultado. Os fãs e o público em geral poderá ouvir este trabalho através do lançamento oficial no outono, mas até lado também haverá ainda o lançamento do segundo single de apresentação, que será lançado no próximo dia 08 de junho. Estou muito animado para apresentar algumas das minhas novas músicas ao vivo pela primeira vez em Portugal.

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Podem acompanhar mais detalhes do trabalho de Theodore no seu Facebook.

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