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Miguel Guilherme: «Não se aprende muito no cinema, aprende-se mais [na televisão]»

Está a dar vida à sua primeira personagem numa novela, e não poderia estar mais satisfeito com o Pingas, de Doce Tentação. Miguel Guilherme confessou à TV 7 Dias desta semana que este papel lhe está a dar um gosto enorme:

Gosto um bocado da loucura dele, de ter recusado um certo tipo de vida e ter continuado a ser sem-abrigo. Acho engraçado. Leio-o como um tipo que desistiu da vida que tinha, para ter uma vida mais livre, de certa maneira. Claro que o álcool também o afeta de algum modo não é? Contudo, ele não mente quando diz que quer continuar assim. Este homem é assim porque quer. É milionário, devia ajudar mais as pessoas, mas não se ajuda a si mesmo.

Conhecido por muitos pelo seu sentido de humor, o ator experimenta agora outra área da representação, referindo que se aprende mais em televisão do que no cinema:

A novela é muito diferente, no sentido em que a duração da história é muito grande e há técnicas com a câmara que são diferentes, mas não é muito diferente do resto da ficção audiovisual. As coisas que tive de aprender, às vezes tenho de ser mais lento, porque tenho tendência a representar rápido, a não esperar que venha a reação. Não se aprende muito no cinema, aprende-se mais aqui.

Para o final da sua personagem, Miguel Guilherme gostaria que o Pingas conseguisse «ajudar os bons e castigar os maus». «Gostava de acabar numa grande limusina, com o meu filho, com champanhe, a fazer justiça», explicou.

 

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