Estreava no inicio do ano um formato que viria a lançar grandes nomes da música e a relembrar tantos outros. A Tua Cara Não Me É Estranha veio revolucionar o horário nobre dos domingos à noite da TVI. A primeira edição foi ganha por João Paulo Rodrigues, um fenómeno que se transformou em apresentador.

Ao lado de Marisa Cruz, criaram um novo formato para as tardes de sábado. O anúncio chegou à comunicação social depois de uma polémica em torno do desaparecimento da mulher de João Pinto dos ecrãs nacionais. Cátia Palhinha e Pedro Alves foram também incluídos no leque de participantes especiais e a curiosidade aumentava no público, com diversas promoções a irem já para o ar. A necessidade da estação de se afirmar no horário era notória e apostaram no humor como alternativa, mas terá funcionado?

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Apresentadores

João Paulo Rodrigues estreou-se nas lides da apresentação neste mesmo programa, corria o dia 30 de junho de 2012. Com o nervosismo habitual à mistura, mostrou-se muito à vontade e com força para fazer mais e melhor. A seu lado tinha uma mulher esbelta e elegante, que, na minha opinião, tem muito pouco interesse enquanto apresentadora de entretenimento. Com falhas constantes de discurso e pausas constantes, mostra uma certa insegurança e uma grave falha no ato de comunicar. Foi-se notando, no decorrer das semanas, um ligeiro melhoramento que caia por terra na semana seguinte.

Considero ainda que o humorista apresenta fortes traços de quem pode realmente vingar no mundo da apresentação, com um novo folgo e com uma nova determinação. Para isso, é necessário que haja alguém capaz de o incentivar e de o «ensinar» alguns truques fundamentais. É evidente uma grande cumplicidade entre ambos e esse é um ponto chave para que o projeto corra bem, no entanto, algo está a falhar e prova disso foi o seu misterioso afastamento da grelha da estação.

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 O programa e o suposto fim

O formato, apesar de ter uma forte componente de humor, é visto por muitos como lixo televisivo. A necessidade da estação se impor naquele horário falou mais alto e o programa acabou por ir para o ar com muitas pontas soltas.  Um hipotético baixo investimento a alguns níveis ou pouca vontade de melhorar e querer mais acabaram por, de certa forma, arruiná-lo. Mostrou-se monótono e, apesar dos diferentes convidados, o movimento e o conteúdo acabavam por ser pouco convidativos. Mesmo com Cátia Palhinha, a segunda classificada da Casa dos Segredos 2, e Pedro Alves, também ele humorista, a qualidade do programa não parece ter melhorado.

A realidade é que depois de 13 emissões, e de forma misteriosa, o programa foi excluído da programação e, segundo dizem alguns órgãos de comunicação, o seu regresso está marcado para dia 13 de outubro. Para alguns, tudo isto não passou de um pequeno descanso do formato. Dará frutos este regresso? Se voltar com o mesmo esquema, as mesmas pessoas e os meus passatempos, creio que vai ser em vão. Resta-nos apenas aguardar para saber se esse regresso é verídico ou não passa de mais uma forma de captar a atenção.

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As audiências

 É por vezes injusta a força que os números tomam no sucesso de um programa de televisão. São as audiências que assumem e determinam a continuação ou o fim de um qualquer formato, tendo em conta a recetividade e a popularidade do mesmo. E este terá sido também um dos pontos fracos do programa Não Há Bela sem João, uma vez que desde o seu segundo direto que os números cairam a pique e só ao fim de um mês é que as audiências conseguiram estabilizar. Na estreia, a 30 de junho, o programa alcançou uma audiência média de 7,1% e um share de 26,2%, audiometria que subiu na sua transmissão, a 7 de julho, para os 7,9% de rating e 27,9% de share. Este foi mesmo o melhor resultado de sempre, sendo que o mais baixo foi registado no dia 8 de setembro com 5,1% de rating e 19,2% de share.

É notória uma recorrente descida de audiências durante aproximadamente um mês o que mostra uma fragilidade no formato e falhas que possivelmente podem ser reparadas. Falhas essas referidas já anteriormente. Nas ruas e nos blog de opinião são recorrentes as críticas ao conteúdo do programa que se mostra desinteressante e sem vida. A sua última transmissão, no dia 22 de setembro foi vista por aproximadamente 600 mil pessoas o que equivale a 21,9% de share.

Caso se verifique o regresso do programa no dia 13 de outubro, irá ele conseguir cativar e dominar o horário em que está inserido? A TVI e alguns dos envolvidos querem acreditar que sim, mas se nada for feito a resposta é clara: não.

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 Obrigado!

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