Desde os 17 anos que se encontra ligado ao mundo da rádio, mas foi este ano pela mão da SIC que se aventurou no mundo da televisão, ao ser um dos novos apresentadores do Portugal em Festa, desde o verão. José Manuel Monteiro é igualmente locutor da Rádio Sim, mas desde que começou a aparecer na caixinha mágica que o público carinhosamente o trata por Zé Manel. O Quinto Canal teve o prazer de o entrevistar, e poderá ler todas as perguntas e respostas de seguida.

Seja bem vindo a mais uma entrevista!


Quando se faz o que se gosta, o tempo arranja-se e concilia-se facilmente.

Para o público que desconhece o seu trabalho, quem é o “Zé Manel”?

Sou uma pessoa igual a todas as outras. Nem gordo nem magro, estatura média e divertido. Agora mais a sério. Nasci em Amarante, licenciei-me em Jornalismo e Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, estagiei na redacção da SIC em Carnaxide, trabalho na Rádio Sim, do grupo Renascença e vivo actualmente no Porto. Como se vê sou um tipo normal.

Atualmente encontra-se ligado a duas áreas distintas. Como tem sido conciliar o tempo entre a rádio e a televisão?

Quando se faz o que se gosta, o tempo arranja-se e concilia-se facilmente. É certo que não tenho fins de semana há vários meses. Mas não sinto falta deles porque passo-os entre amigos e a divertir-me. A segunda-feira custa sempre mais até porque durmo poucas horas. Mas compenso o cansaço com o prazer de fazer rádio.

E é possível escolher entre as duas?

Não. Não mesmo. É como perguntar se gostamos mais do pai ou da mãe. Podemos é estar mais tempo com um ou com outro. Mas mesmo estando afastado de um deles, não deixamos de os amar.

Quais são as principais diferenças entre estar em direto na rádio e na televisão?

A única diferença é que numa uso maquilhagem e na outra até posso ir despenteado que ninguém repara.

Zé Manel

Fazemos com que cada programa seja diferente. Temos um grande programa.

Como surgiu o convite para integrar a equipa do Portugal em Festa?

Um dia, estava a tomar o pequeno almoço, calmamente, e recebi o convite. E pensei: “Oh Zé Manel, vamos lá ver se de facto tens jeito para a coisa”. E pronto, aqui estou eu, 6 meses depois.

O programa tem perdido constantemente para a concorrência. O peso das audiências é sentido nos bastidores?

Nada mesmo. Fazemos com que cada programa seja diferente. Temos um grande programa. Familiar, divertido e até emotivo. Quem nos vê passa uma bela tarde de domingo.

Qual foi o momento mais caricato que já viveu em direto?

Há um que me recordo bastante, até porque foi um momento picante. Num dos programas, estávamos a falar de uma caldeirada feita por um pescador. O entrevistado sugere que a prove. Fui, como se costuma dizer, a toda a confiança. Meto uma enorme colherada na boca… e estava mesmo muito picante. E claro, fiz aquela cara de desespero. Convém referir que não gosto de picante na comida.

Como tem sido trabalhar com o João Baião e Rita Ferro Rodrigues, dois apresentadores que já contam com vários anos de televisão?

Sinto-me um privilegiado por isso mesmo. Tenho aprendido muito com eles. E são duas pessoas que me deixam muito à vontade. Isso faz toda a diferença.

Pretende continuar ligado a esta área no futuro?

Como diz uma música do Jorge Palma, “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar”. Há muito que deixei de pensar no futuro mais distante. Basta um segundo para mudar as nossas vidas. E nesta área, não basta querer. É preciso conjugar uma série de factores. Se continuar, ficarei feliz, se não continuar, não ficarei deprimido.

Zé Manel 2

A Rádio entra no ouvido das pessoas e assim chega ao seu coração.

Antes de o público o conhecer na televisão, a sua voz já era conhecida na Rádio. Como surgiu esta paixão na sua vida?

Desde sempre. Em miúdo até tinha uma rádio lá em casa. A vassoura servia de microfone. Usava os velhos discos e cassetes do meu pai e até tinha uma grelha de programas. Comecei a fazer Rádio uma semana antes de fazer 18 anos. Mas muito antes disso já andava a chatear as rádios locais da minha terra para me deixarem entrar no “mundo deles”, até que um dia deixaram-me. Como vê, ser chato às vezes dá frutos.

Acredita que a Rádio é uma alternativa à televisão, e consegue chegar mais perto das pessoas?

As duas complementam-se. Imagine a nossa vida sem uma delas. Seria muito mais cinzenta. A Rádio entra no ouvido das pessoas e assim chega ao seu coração. É mais intimista. A Televisão chega a muito mais pessoas. E uma imagem continua a valer mais do que mil palavras.

Sempre sonhou ser locutor?

Sou um rapaz de sonhos. Embora muita gente possa não acreditar, mas a primeira profissão, se é que lhe podemos chamar assim, que quis ter foi a de padre. Andei algum tempo a pensar nisso. Depois sonhei em ser actor. Aos 14 ou 15 anos surgiu a paixão da Rádio e Televisão. E foi aí que percebi uma coisa. Todas as profissões que quis ter tinham o mesmo em comum que era a comunicação e comunicação para várias pessoas.

Pertence à equipa da Rádio Sim, dedicada a músicas que fizeram êxitos em décadas anteriores. É com este género musical que melhor se identifica?

Eu gosto de música. Não vivo sem ela. Em relação às músicas da Rádio Sim, gosto de as ouvir pois fazem-me recuar no tempo. Uma boa parte delas eu ouvia-as, no velho rádio da minha avó, quando era miúdo. Às vezes, quando estou na Rádio a trabalhar, tenho tantas saudades de ser miúdo…

As generalistas dão às pessoas aquilo que elas querem ver.

Sendo agora também um homem da televisão, costuma acompanhar os programas da caixinha mágica?

Claro que sim. Não por estar, agora, dentro dela. Sempre consumi muita televisão.

O que pensa sobre a oferta televisiva dos vários canais generalistas?

Temos alguns bons programas. A informação é, globalmente, muito boa. E no fundo, as generalistas dão às pessoas aquilo que elas querem ver. Por isso a fórmula é a mesma há muitos anos.

Para finalizar, gostaríamos de pedir uma mensagem especial para todos os seus fãs e leitores do Quinto Canal:

Obrigado!     

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