RTP Televisão

Qual a opinião dos contribuintes sobre o serviço público prestado pela RTP?

O atual estado da RTP está a preocupar muitos profissionais que trabalham em televisão. Se, para alguns, o serviço público desenvolvido pela estação pública não é suficiente, para outros as críticas não são tão negativas. Contactados pela Notícias TV, vários foram os apresentadores e atores que comentaram o assunto que está na ordem do dia.

No caso de Ana Bola, apesar de não concordar com alguns programas na grelha do primeiro canal, afirma que, de facto, a RTP tem de continuar como está: «Temos de manter a RTP como está! Quase toda a minha vida faz parte da RTP. Se pode ser melhorada? É claro que sim! Mas, por amor de Deus, não tenho capacidade para entender isto que se está a passar e se for preciso vou para a rua com um cartaz! Não me calo!» A atriz de Estado de Graça não esquece, contudo, a necessidade de a estação pública continuar a apostar em momentos musicais protagonizados por cantores pimba nos programas do day time. «Todos os dias dou por mim a ver cantores mais pimbas do que pimbas. Não vejo artistas bons. Não é preciso ter lá a orquestra sinfónica, mas artistas de música ligeira. É inaceitável aquela música pimba em serviço público. É uma aberração», refere.

No caso de João Perry, a RTP2 tende a ser a sua predileta, apesar de admitir que o serviço público em televisão já esteve muito melhor: «O serviço público já esteve melhor, mas também tudo já esteve melhor. Com a concorrência das privadas, a qualidade degradou-se, ficou mais populista, também para manter os anunciantes. A qualidade na televisão, no que toca ao espetáculo, deixou de existir. Quase não vemos teatros televisivos, concertos, entrevistas, tudo isso desapareceu.»

Por fim, de salientar a opinião de Pedro Fernandes, um dos apresentadores do 5 Para a Meia-Noite, que confessa existirem determinados conteúdos na grelha do primeiro canal que não promovem a missão principal da RTP. «Haverá talvez um ou outro programa que não encaixe no sentido mais estrito de serviço público. Pode ser-se comercial ao mesmo tempo que se faz serviço público, para isso basta que o produto tenha qualidade e capacidade para atrair marcas», afirma.

O futuro não se avizinha sorridente para a estação pública. Será que vão existir melhor notícias nos próximos tempos para os lados do canal do Estado?

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