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Margarida Mercês de Melo: «Quem faz parte da mobília é, muitas vezes, esquecido»

margarida merces

É uma das caras que marcam a vida da RTP mas, nem por isso, se sente satisfeita com o seu percurso no canal. Margarida Mercês de Melo deu uma entrevista à Nova Gente desta semana e confessou que, apesar de ter aprendido muito no primeiro canal, existiram muitos “se’s” que poderiam ter ditado uma exposição diferente da sua carreira. «Nunca saí da RTP por dois motivos: porque o serviço público tem muito que ver comigo e com o meu tipo de trabalho e porque, como fui tendo filhos, não tinha disponibilidade para começar uma vida num outro canal. Devo muito à RTP e estou-lhe muito agradecida por tudo o que me deu a aprender e a viver.»

Por outro lado a apresentadora adiantou igualmente que os novos rostos que tendem a aparecer no pequeno ecrã levam a que os mais velhos acabem por ser esquecidos. «Quem faz parte da mobília é, muitas vezes, esquecido, especialmente quando não há uma carreira como a de jornalismo que é a mais consistente. »

Margarida Mercês de Melo aproveitou para referir que desde há três anos tenta estabelecer com a RTP um projeto sobre Angola, uma vez que tem dupla nacionalidade. Apesar da insistência, ainda não existiu interesse da estação pública para apostar no mesmo. «Até agora ainda não fui ouvida. Mas quem sabe…», concluiu.

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