Televisão

Opinião: Fenómeno «Glee» chegou ao fim

É verdade, a série musical que conquistou milhões de fãs por esse mundo fora chegou ao fim com a sua sexta temporada. E apesar de ter tido um início espetacular, o seu percurso acabou por ser um pouco atribulado. A homenagem final foi não só ao impacto que a série teve mas também a todas as personagens que, de uma forma ou outra, nos marcaram (possíveis spoilers).

A melhor despedida que a série poderia ter

No ano de 2009, Glee conquistou o público com o seu tom original e com as várias temáticas que abordava. Dirigida principalmente para os mais jovens, esta série procurou sempre abordar os problemas da adolescência americana, com muita música à mistura. A realidade é que o primeiro (falo mesmo do primeiríssimo) Glee Club era composto nada mais nada menos que um grupo de adolescentes que se sentiam deslocados do meio em que estavam e eram objeto de gozo para os restantes colegas. E a música surgiu desde cedo como o seu escape, a sua forma de se sentirem parte de algo maior. E nem mesmo os ditos “populares” da escola ficaram de parte, porque até mesmo eles acabaram por sentir a necessidade de se juntar ao grupo coral. E por muito utópico que isto pareça, a verdade é que muitas foram as histórias apresentadas, as mensagens transmitidas e a ideia de que existe sempre solução para qualquer problema. Se agora consigo olhar para esta série e já não a levar tão a sério, a verdade é que quando era mais nova fiquei intrigada pela maneira como abordava uma série de questões sérias com um misto de riso e música. Em relação aos assuntos falados em Glee, iria demorar uma eternidade a relembrar todos eles (cancro, homossexualidade, transsexualidade, gravidez na adolescência, fome, drogas, violência doméstica, etc) mas todos tiveram o seu impacto e quase todas as personagens, até mesmo as que não pareciam ser tão complexas, acabaram por ter uma importância vital. E quantos assuntos não nos provocaram uma lágrima ao canto do olho? Não se armem em fortes, porque os criadores souberam sempre como deixar os fãs nesse estado.

Gleecast

Esta última temporada foram quase nulas as histórias novas e interessantes e a verdadeira homenagem foi feita às personagens mais antigas, aos fãs que estiveram com a série desde o início. Todas as personagens tiveram o seu final feliz (com muitos casamentos à mistura), houve regressos e memórias partilhadas e esteve sempre no ar a incapacidade de dizer adeus àquele que foi um dos auditórios mais importantes das vidas dos personagens (dos atores e das nossas). Por diversas vezes vimos os atores perderem a postura em plena cena pois a carga emocional desta última temporada, especialmente destes últimos episódios, estava em alta. No final do episódio 11 apareceu um flashback com todos os troféus que o grupo coral ganhou e eu soube logo que os últimos dois episódios iriam explorar toda uma nova panóplia de emoções. Em 2009, Glee voltou às origens e mostrou os primórdios do grupo relembrando um pouco a fórmula utilizada nas temporadas iniciais. E como não poderia deixar de ser, vimos novamente a primeira versão de Don’t Stop Believin’, dos Journey. Fiquei um pouco desiludida de em Dreams Come True o tempo avançar tantas vezes como se fosse necessário perceber que todas as personagens teriam um final feliz. Gostava que tivesse ficado no ar o que o destino poderia reservar àquelas personagens, mas percebo o quão importante era mostrar que conseguiram ultrapassar todos os obstáculos (apesar de parecer demasiado utópico). A verdade é que as ações do episódio levaram a uma performance final com o elenco de todas as temporadas (ou pelo menos grande parte do elenco), naquele que foi nomeado o Auditório Finn Hudson. E pronto, surgiu a tal lágrima, não por ser um momento forte mas por ter sido a melhor despedida que a série poderia ter. Além de o elenco estar todo vestido de vermelho (cor que ficou desde cedo associado ao grupo), a música escolhida foi I Lived dos One Republic, que num misto de tristeza e alegria, tornou o momento ainda mais perfeito.

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Após as barreiras criadas pela falta de audiências, pela mudança do elenco, pela carência de história interessantes, o fim de Glee tornou-se uma realidade muito próxima. Esta série marcou imenso o panorama televisivo e mudou muitas mentalidades, quebrando imensos tabus e mostrando desde logo que seria uma série com a qual os jovens se poderiam identificar. Foi uma série muito positiva, a tentar mostrar que o amor ao próximo é fundamental e que existe sempre solução para qualquer que seja o problema. E se há coisa que Glee nos ensinou foi para nunca pararmos de acreditar…

See the world not as it is, but as it should be

Para homenagear esta série, alguns dos membros da redação do Quinto Canal escolheram quais foram os momentos que mais nos marcaram.

Diogo Santos: Este foi um dos momentos que mais gostei.

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André KanasMomento marcante na viragem da personagem Santana.

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Inês Calhias: Rachel, neste caso a própria Lea, fez uma homenagem a Finn, personagem do falecido Cory. Foi impossível não chorar.

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Anselmo Oliveira: O momento mais marcante foi a primeira vez que cantaram juntos e por isso ser tão especial agora.

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