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Entrevista – Sérgio Ferreira: «As vitórias dão-nos ânimo e vontade de continuar a fazer mais e melhor»

Além da música, também a televisão merece destaque nas nossas entrevistas. Nesse sentido, viajamos até Queluz de Baixo para dar a conhecer Sérgio Ferreira, um dos repórteres em ascensão na TVI, através de mais uma conversa exclusiva, que poderá ler de seguida.


Quem é o Sérgio Ferreira?

É um rapaz de 26 anos, natural de Ponta Delgada, que gosta imenso daquilo que faz e trabalha na área com que sempre sonhou. Quer continuar a crescer aprendendo sempre mais com os outros, porque todos têm algo para nos ensinar.

Natural dos Açores, como surgiu o teu gosto pela televisão?

Eu sou filho único e passava muito tempo sozinho em casa com a minha mãe. Nem costumava conviver com outras crianças… Então, refugiava-me na televisão e via tudo o que lá passava, sem ser apenas desenhos animados. Vibrava com programas de música portuguesa como o Reis da Música Nacional ou o Made In Portugal. Apaixonei-me por ficção com os Jardins Proibidos e os Olhos de Água!

A Cristina Ferreira costuma dizer que, por ser filha única, a televisão era a sua melhor amiga quando era pequena. Quando a ouvi dizer isto pela primeira vez, arrepiei-me porque me revi nas palavras dela e até comentei que sentia que tínhamos isso em comum. De facto, este passado construiu o fascínio que ganhei pela televisão.

Quando eras mais novo, sempre sonhaste em trabalhar atrás das câmaras, ou também te imaginavas à frente de formatos populares como o Festival da Canção?

Eu só sabia que queria trabalhar em rádio ou televisão a fazer qualquer coisa! Quando era adolescente, criava grelhas para canais de televisão, desenvolvia ideias para formatos… Até tenho uma ideia para uma sitcom na gaveta! Sempre soube que conteúdos tinham de fazer parte da minha vida profissional, mas sempre me fascinou a ideia de construir uma programação com tudo o que isso implica: gestão de formatos, horários, caras…

Mas confesso que também imaginava como seria apresentar ou fazer reportagem, pois gosto muito de comunicar, de conversar, de sentir que de algum modo entramos na vida de quem está no sofá, tal como os apresentadores que eu via na minha infância entravam na minha vida! Há uns tempos, houve pessoas da minha idade que me disseram “a minha avó é tua fã, gosta imenso quando aparecer na televisão” e isso encheu-me a alma porque senti que o meu trabalho tocava quem precisa da nossa companhia!

Sobre o Festival da Canção, sou daqueles que adoraria um dia dizer “boa noite, Aveiro”!

Fazias parte da equipa de reportagem do Você na TV! mas, com a nova direção de programas, integraste a equipa do Conta-me e VivaVida. Como surgiu este convite?

O convite veio da parte da Tatiana Figueiredo que é a coordenadora editorial dos projetos. Ela disse-me que gostava muito de me ter ao seu lado nestes projetos e eu não tinha como recusar. Trabalhámos durante muito tempo juntos no Câmara Exclusiva e na Selfie, o respeito que temos pelo trabalho um do outro é muito grande.

É daquelas pessoas que sempre valorizou o meu trabalho e a quem sou muito grato por todos os votos de confiança. E estes últimos meses têm sido de grande aprendizagem! Ainda por cima, estes projetos surgem com a chegada de uma nova Direção, o que é sempre muito desafiante.

Acompanhas regularmente as audiências? Estão satisfeitos com os resultados de ambos os formatos?

Eu acompanho as audiências da televisão muitos anos antes de imaginar que um dia ia lá trabalhar, por acaso. É bom sentir que estes dois programas têm ganho espaço na casa dos portugueses. Há uma tendência para haver crescimento e isso é gratificante. As vitórias que têm surgido nos últimos tempos dão-nos ânimo e vontade de continuar a fazer mais e melhor! Queremos sempre que a qualidade do nosso trabalho e os números continuem a subir.



A tua estreia num programa em direto aconteceu na Gala Emmys em 2018, na TVI. Como surgiu essa oportunidade?

Essa emissão especial era anualmente apresentada pela equipa de apresentadoras/repórteres do Câmara Exclusiva. Eu estava há três meses como repórter no programa e ia transitar para a Selfie. Parecia cedo para me estrear nos diretos logo numa emissão tão importante e com três horas, mas o nosso editor (Sérgio Henrique) acreditou logo que eu era capaz. A Direção também acreditou e decidiu arriscar. As minhas colegas (Alice Alves, Marta Andrino e Pimpinha Jardim), bem como a nossa produtora (Cátia Figueiredo) e o Sérgio transmitiram-me imensa confiança e sinto que correu até melhor do que eu esperava! Foi um dos dias mais felizes da minha vida, em que me senti muito concretizado.

De todos os programas que já trabalhaste na estação de Queluz de Baixo, entre os quais o Selfie, Conta-me Como És, A Quinta ou o Câmara Exclusiva, qual o que mais te marcou?

O Câmara Exclusiva vai ter sempre um lugar especial no meu coração. Foi o programa em que mais tempo estive até agora e onde tive todas as funções: produção, conteúdos, reportagem… Só faltou apresentar! Eu estava a dar os primeiros passos e senti-me muito feliz. Os desafios foram surgindo ao longo de 2 anos e terminou com chave de ouro com a oportunidade de também dar a cara no programa.

Aprendi muito com o Sérgio Henrique e a Cátia Figueiredo que sempre acreditaram em mim. Hoje já não trabalham na TVI, mas ficarão para sempre no meu coração.

Nunca surgiu um convite para conduzires uma emissão do Somos Portugal?

Gostava muito que surgisse um dia esse convite. Adorava fazer o Somos Portugal. Sempre me identifiquei com o formato! Gosto muito da adrenalina do direto, gosto muito de música popular portuguesa e gosto da proximidade com as pessoas na rua!

Quando eu era criança ia ver os programas ao vivo que iam a São Miguel, especialmente porque queria ver como é que se fazia… Seria uma honra e ia encher-me o coração ajudar a levar a televisão às terras dos portugueses!

Sentes-te realizado na TVI?

Muito. Posso dar graças a Deus pelas oportunidades que tenho tido, pelos projetos que abracei e pelas equipas maravilhosas das quais tenho feito parte. Espero poder continuar a crescer!



Nas tuas redes sociais é possível concluir que gostas de cantar. Tendo em conta os convidados que já entrevistaste para o A Tua Cara Não Me É Estranha, nunca surgiu um convite para uma participação neste formato?

Esta pergunta, tal como a do Somos Portugal, vem mesmo a calhar… Porque gostava muito que acontecesse! Quando tinha cinco anos queria ser cantor, mas nunca tive a oportunidade de aprender a cantar. De vez em quando, na escola, na catequese ou com amigos acabava por fazê-lo e diziam que até tinha algum jeito. Há um ano e meio fui desafiado a entrar numa escola de música e tenho estado a evoluir nessa área. Está a ser um sonho!

Adorava participar no A Tua Cara não me é Estranha, é o meu formato de televisão favorito! Nas primeiras edições, cheguei a criar tabelas com concorrentes e possíveis imitações! Só para mim, para me entreter. Eu sonhava em poder fazer parte da equipa de conteúdos. Cheguei a imaginar-me a dar pontos no programa… Mas, curiosamente, hoje sinto vontade de ser concorrente ou de ir lá fazer uma participação!

Ainda por cima, acaba-se por ter a oportunidade de representar, porque estamos a imitar um artista que tem a sua própria personalidade. Portanto, era juntar o melhor de dois mundos!

Quais os programas que acompanhas com maior frequência na televisão portuguesa?

Gosto de acompanhar os programas do mesmo género que aqueles que faço, por exemplo. Acho que também é importante ver o que a concorrência está a fazer. Acabo por fazer muito zapping para ver o que andamos todos a fazer.
Nesta altura, é inevitável falar no Festival da Canção. Tem um significado muito especial para mim. Tanto que a minha tese de final de licenciatura foi à volta da Eurovisão. Já ando a deliciar-me ao ouvir as canções (de cá e de lá!).

Em tempo de pandemia, também tenho aproveitado para devorar séries. Desde sitcoms antigas como Allo, Allo, a séries internacionais como The Good Place ou a brasileira (e maravilhosa!) Desalma.

Se tivesses oportunidade de escolher o teu futuro, por onde gostavas que passasse?

Gostava que continuasse a passar por televisão. Num cenário ideal, imagino-me a ser um profissional que conjuga os conteúdos com a apresentação e/ou reportagem. Mesmo que surja a oportunidade de apresentar um programa, quero continuar a estar envolvido nos conteúdos, tal como quis que acontecesse quando abracei o desafio da reportagem.

Quero continuar a crescer nesse sentido. Quero orgulhar o Sérgio de 14 anos que sonhava poder ser um bom profissional de televisão.


Uma mensagem para os leitores do Quinto Canal:

Sigam sempre os vossos sonhos! Obrigado por nos acompanharem. E obrigado por acompanharem tão importantes sites como o Quinto Canal. Televisão é magia e encanta não só quem lá trabalha como quem está do lado de fora. Prova disso é que quem escreve sobre este tema tem um fascínio que se reflete em cada artigo que escreve!

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