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Cláudia Semedo: «Por ter ascendência africana tenho de trabalhar mais para provar o meu talento»

Cláudia Semedo

É o rosto do programa Nós, emitido pela RTP2, que se centra em temas como a imigração, a descriminação social ou os refugiados. Depois de ter feito carreira enquanto atriz, Cláudia Semedo tem-se dedicado à apresentação e igualmente ao apoio de causas que tenham uma mensagem importante para o ser humano.

Na II Conferência Corações com Coroa, a profissional da estação pública avançou que ela própria já sentiu na pele alguma descriminação, não apenas ao nível do género mas igualmente pela raça. «Em Portugal é mais fácil ser-se ator do que ser atriz. Sinto que por ser mulher, por ter ascendência africana tenho de trabalhar muito mais para provar o meu trabalhar», pode ler-se na Nova Gente desta semana.

Cláudia Semedo vai mais longe e afirma que na ficção nacional não existe uma versatilidade de personagens. Verifica-se sim um estereótipo que pode ser identificado em várias novelas e séries. «Portugal é um caldeirão, temos indianos, chineses, africanos… se pararmos e ligarmos a televisão nada desta realidade é contemplada. Há papéis de cor que naturalmente são escritos para pessoas caucasianas [de pele clara] e não estou com duas palas nos olhos, vejo isso, razão pela qual nem sequer me consideraram para o casting. Não sinto que perdi… felizmente nunca parei para pensar muito nisso, pois o trabalho ainda é muito.»

A apresentadora e atriz vai regressar aos palcos no dia 25 de outubro no Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, em Algés, com a pela Paredes Meias.

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