Canal História estreia em exclusivo “Auschwitz em 33 objetos”

A 23 de janeiro, mês que assinala a sua libertação, o Canal História estreia Auschwitz em 33 objetos, uma série de cinco episódios que revela histórias e segredos dos objectos encontrados em Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração e extermínio da II Guerra Mundial erigido pelo regime nazi.


Em Auschwitz em 33 objetos testemunharemos minuciosas análises a objetos diversos como bonecas, maletas, álbuns de fotos, madeixas de cabelo, notas dos prisioneiros, cadernos de desenhos, roupa, sapatos, panelas, latas de Zyklon-B, o gás que matou mais de um milhão de pessoas nas câmaras, fotografias ou matrículas de carros da SS, realizadas por especialistas nos bastidores do Gabinete de Conservação, utilizando tecnologia avançada de extrema precisão, e interpretadas por diversos historiadores.

Teremos ainda oportunidade de ver a única porta da câmara de gás que restou. Foi encontrada em 1945, nas ruínas do crematório já saqueado. Seremos a primeira equipa de televisão a entrar e a mostrar o chão original onde milhões morreram, já que desde 2012 que a porta está protegida por uma vitrina selada a vácuo.

O portão Arbeit Macht Frei é um dos símbolos de Auschwitz que conseguiu sobreviver no seu estado original, apesar de muitos momentos dramáticos. Vamos contar-lhe como foi concebido e qual o significado dessas palavras. Em 2009, seria tragicamente roubado e friamente cortado em três partes.

A arqueologia é um elemento indissociável da investigação permanente do Museu de Auschwitz-Birkenau. Cada novo artigo encontrado é sujeito a análise e preservação. Entre os objetos analisados, encontra-se a maqueta do campo, um modelo criado pelos prisioneiros por ordem das SS que ilustra a eficácia mórbida e a loucura que a expansão do campo teria, caso os Alemães tivessem vencido a guerra.

Conheceremos ainda o Totenbuch, um documento que regista os prisioneiros de guerra soviéticos que morriam. Em cinco meses, foram mortos aproximadamente 9000, sendo que as suas mortes eram regularmente registadas a cada 5-10 minutos.

O antigo campo de concentração e extermínio nazi é também um dos maiores cemitérios do mundo. Mais de um milhão de judeus, dezenas de milhares de polacos, ciganos e romenos, prisioneiros soviéticos da guerra e muitos outros morreram ali.

Hoje é um museu, mas não é um museu comum. Não existe outro local onde estejam guardados itens tão peculiares como uma escova de dentes, uma mala velha ou uma mecha de cabelo. No interior dos antigos edifícios do campo, funciona uma das oficinas de restauro mais modernas do mundo, e é graças a este trabalho que teremos oportunidade de conhecer as histórias e segredos por detrás dos objetos encontrados no maior campo de concentração do mundo.

Entre 1940 e o início de 1945, a Alemanha nazi matou em Auschwitz-Birkenau cerca de 1,1 milhões de pessoas, entre as quais um milhão de judeus de diferentes países europeus, assim como 80.000 polacos não judeus, 25.000 ciganos e 20.000 soldados soviéticos, fazendo de Auschwitz-Birkenau um símbolo do Holocausto, genocídio e terror.

A 27 de janeiro de 1945, o campo Auschwitz-Birkenau foi libertado pelo Exército Vermelho soviético. Cerca de sete mil prisioneiros, incluindo mais de 600 crianças e jovens, estavam vivos na altura da libertação. Mais de um milhão de pessoas foram mortas naquele local.


André Kanas

http://www.facebook.com/andrekanas

Diretor e Gestor de conteúdos e redes sociais do QC | Responsável pelas coberturas musicais e televisivas do QC | Integrou o QC em 2013, estando integrado no mundos dos blogues e sites de entretenimento desde 2007.

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