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As séries sobre temas sobrenaturais despertam imediatamente a minha atenção e considerando a sua temática (se foram de terror recuso-me imediatamente de a ver) acabo por espreitar e saciar a minha curiosidade. Witches of East End foi mais um exemplo de uma série que me suscitou interesse mas que infelizmente não correspondeu às minhas expetativas.

Inspirada no livro homónimo de Melissa De La Cruz, a série estreou em outubro deste ano no canal Lifetime e já foi renovada para uma segunda temporada. A história incide na família Beauchamp, residente em East End, que tem poderes mágicos e origem numa outra dimensão. Joanna (Julia Ormond), uma poderosa feiticeira imortal, e Wendy (Mädchen Amick), são irmãs e originárias de Asgard mas foram banidas pelo seu pai dessa dimensão e por isso vivem no meio dos comuns mortais. Joanna tem duas filhas Freya (Jenna Dewan-Tatum) e Ingrid (Rachel Boston), que apesar de existiram há muitos anos, sofrem de uma maldição: nas suas vidas passadas morreram sempre jovens e quando renascem não têm qualquer memória das suas vidas anteriores. O principal ponto que diferencia a série do livro é que Freya e Ingrid não têm conhecimento dos seus poderes.

witches of east end

A história é sem dúvida o ponto forte desta série. Tem imensas ramificações das quais vão surgindo novas tramas e que vão mantendo a história interessante. Confesso que não li o livro pelo que não me posso prolongar na fieldade da sua adaptação. Contudo, considero que é sem dúvida o ponto mais positivo, e num contexto televisivo atual, onde se começam a exceder as séries sobre criaturas sobrenaturais, é de louvar a sua originalidade. Contudo, existem imensos pontos contra que me desiludiram em relação a série.

Começo por falar do elenco, muito disperso e sem muita química. As prestações são também medíocres e há representações que me custam imenso assistir de tão forçadas que são. Por outro lado, no meio de atuações medianas, existem boas atuações que me deixam na dúvida em relação à real capacidade artística dos atores. Do grupo de protagonistas já vi de tudo desde diálogos forçados a momentos de brilhantes interpretações. A única caraterística que salva o elenco neste momento é que a série tem uma vertente cómica (propositada ou não) e que mantém equilibrada a balança das interpretações.

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O outro ponto muito negativo em relação a Witches of East End corresponde aos efeitos visuais utilizados. A última vez que me recordo de ver efeitos assim tão atrasados foi em Eastwick – uma série de 2009, também sobre feiticeiras, que acabaria por ser cancelada. As técnicas utilizadas na série da Lifetime estão ultrapassadas e não se justifica que em 2013 existam este tipo de situações. É que em grande parte das séries atuais, mesmo sabendo-se que estão a ser utilizados efeitos digitais, não se tem a noção ou não parecem tão falsos e medíocres como os de Witches of East End.

Não obstante, acho a série um produto de entretenimento razoável, que consegue entreter mas não cativar, infelizmente. Na minha opinião, esta produção poderia inclusive dar origem aos tais cultos de aficionados por séries mas peca por tratar com demasiada leveza aspetos técnicos importantes. Contudo, se são fãs de histórias de bruxas, não se vão arrepender de espreitar Witches of East End.

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