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A criação de séries spin-off é uma situação que demonstra duas realidades: por um lado, a falta de ideias para criar séries originais e, por outro, o destaque que tal personagem ou tal situação teve no decorrer da história que por si só daria azo à continuidade do seu sucesso fora da série. O canal The CW é um dos canais que mais vai apostar nesta nova tendência e começou muito bem com a criação de The Originals.

Niklaus “Klaus” Mikaelson (Joseph Morgan) foi apresentado inicialmente em The Vampire Diaries como um vilão sem escrúpulos, que tinha o objetivo de quebrar uma maldição da qual sofria. Klaus procurava tornar-se ainda mais forte, transformando-se num híbrido de lobisomem e vampiro. Fomos ao longo dos episódios ficando a conhecer as raízes desta família que é nada mais nada menos que a família original de vampiros. Foram eles que espalharam por todo o mundo o estado vampírico. Contudo, esta família é tudo menos unida e a prova disso é a redução de membros que tem sofrido ao longo dos tempos e atualmente apenas três Originais se encontram vivos. Elijah (Daniel Gillies) e Rebekah (Claire Holt) são os únicos familiares que ficaram ao lado de Klaus e que sobrevieram às várias traições dentro da família. As suas histórias cativaram de tal maneira o público que os criadores de The Vampire Diaries decidiram criar uma série focada apenas na família de Originais.

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Em The Originals, Klaus regressa a New Orleans para averiguar um rumor de que as bruxas estariam a engendrar um plano contra ele. Afastado muito anos daquela que foi a cidade que construiu, Klaus depara-se com uma realidade totalmente diferente de quando tivera que forçosamente fugir de lá. O seu antigo protegido, Marcellus “Marcel” Gerard (Charles Michael Davis), é o agora governador de New Orleans e proclama essa terra como sua. Impiedoso e diabólico, Marcel conseguiu dizimar os lobisomens, controlar as bruxas e mantar esta cidade como o paraíso vampírico. Contudo, aquando da chegada de Klaus que vem reclamar o que é seu, Marcel começa a perder o controlo e terá que provar ao seu mestre que é um vampiro mais poderoso que ele. Entretanto, os irmãos de Klaus regressam também eles a New Orleans à procura das tais bruxas, lideradas por Sophie Deveraux (Daniella Pineda), que estariam contra o seu irmão e descobrem que estas estão atrás de Hayley (Phoebe Tonkin), uma lobisomem que também aparecera em The Vampire Diaries e com quem Klaus se tinha envolvido. Hayley vai tornar-se fundamental na história pois carrega no seu ventre o filho de Klaus.

Esta produção tem recebido muitas críticas por manter em demasia o formato idêntico ao de The Vampire Diaries e por se tornar aborrecido, sendo mais do mesmo. E apesar de concordar que é sem dúvida mais do mesmo, tenho que confessar que foi por causa de Klaus que voltei a ter interesse na série dos vampiros e que a sua aura como vingador sem escrúpulos que só quer ser amado e idolatrado cativa até os menos atentos. Apesar de a sua espiral emocional estar a tornar-se semelhante ao que já vimos anteriormente, Klaus está mais pacífico e paciente. E mais do que as histórias dos irmãos que não se decidem com quem se relacionar emocionalmente, The Originals conta a história de uma pessoa imortal que tem um desejo insaciável por poder e que tem finalmente a sua redenção para com a família através do seu filho. Chamem-me de piegas, mas é muito cativante esta parte da história. E claro, a abordagem aos rituais das bruxas daquela terra é outro fator muito interessante em relação a esta série. Tudo o resto começa a ficar aborrecido.

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O elenco está bem escolhido pois aliado ao facto de serem só atores fisicamente apelativos, não lhes falta talento. Joseph Morgan faz na minha opinião um papel soberbo a interpretar o vilão Klaus e é graças a ele que a série persiste. Mas os restantes atores conseguem manter a fasquia alta com interpretações muito boas, diálogos naturais e uma química estonteante.

Os efeitos visuais e a composição sonora desta série são também muito semelhantes a The Vampire Diaries. Apesar de não existirem efeitos visuais excelentes, confesso que estão muito bem utilizados e tornam a experiência do espectador muito mais aprazível. A escolha das músicas que compõem a banda sonora sempre foi excelente, incluindo não só músicas já conhecidas mas também uma série de títulos indie, o que ajuda a promover as bandas deste género.

Se são fãs de histórias sobre criaturas sobrenaturais e já estão saturados das voltas e não voltas de Elena, Stefan e Damon, The Originals vai ser uma breve lufada de ar fresco. A presença de Klaus é sem dúvida o fator determinante para que neste momento o spin-off esteja a ter mais sucesso que a original.

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