The Following não tem perfil de série. Toda a premissa que a acompanha está mais virada para o grande ecrã. E será esse motivo suficiente para desvalorizar a série? Muito pelo contrário. Se não estou em erro estamos perante uma masterpiece policial que vem sem dúvida mudar o panorama televisivo.

Acabadinha de sair do forno, a nova produção da FOX já dava muito que falar antes mesmo de sair pois a sua estreia traria de novo Kevin Bacon à ribalta. E se ainda existem dúvidas das capacidades de Kevin este prova-nos mais uma vez toda a sua essência.

A história aborda a luta constante que o F.B.I faz contra os serial killers através da saga de Ryan Hardy (Kevin Bacon), um ex-agente que ficou conhecido pela captura de Joe Carroll (James Purefoy), um dos maiores e mais aterradores assassinos em série. A fuga de Carroll da prisão onde se encontrava, vai desenrolar uma série de acontecimentos em cadeia e que levará à morte de muitas pessoas. Com um dom peculiar para motivar as pessoas, Carroll utiliza as ideias de Edgar Allan Poe como justificação das suas mortes e vai incentivar outros a seguirem o seu exemplo. E aí estará o principal problema de Ryan Hardy em tentar travar as comunicações entre mestre e discípulos.

Por ser recente ainda muito se terá que dizer sobre esta produção. Será arriscado supor neste momento todo o brilhantismo por detrás da escrita do roteiro, das prestações dos protagonistas ou até mesmo do formato policial que assume, roçando um pouco o thriller psicológico. Todavia não são todas as séries que conseguem cativar no episódio piloto e das duas, uma: ou o que virá aí será ainda melhor ou então será uma total desilusão.

Não obstante, vou dar a oportunidade de me deixar levar na cadeia de acontecimentos e ver se é conseguido explorar todo o potencial da série. Porque quando o episódio acaba e ao som de «Sweet Dreams» do Marilyn Manson somos capazes de sentir um arrepio na espinha é porque estamos perante algo muito bom.

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