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Num panorama em que as séries de comédia começam a entrar em repetição e exaustão, é sempre bom quando aparecem séries que conseguem captar a atenção e surpreender o público pela sua simplicidade e genialidade.

The Crazy Ones, estreada em Setembro no canal CBS, é um projeto promissor na televisão americana principalmente por ter como ator principal o veterano Robin Williams. A história da série incide no dia-a-dia na empresa Lewis, Roberts & Roberts, uma empresa de publicidade, dirigida por Simon Roberts (Robin Williams) e a sua filha Sydney (Sarah Michelle Gellar). A par desta dupla de empresários, o grupo de trabalho é formado por Zach Cropper (James Wolk), um copywriter, Andrew Keanelly (Hamish Linklater), diretor de arte, e Lauren Slotsky (Amanda Setton), a ingénua assistente. Nesta série podemos ver quais as dificuldades e os processos pelos quais a criação de uma publicidade tem que passar.

the crazy ones

Do ponto de vista da história, penso que existe um fator muito preponderante para o seu sucesso: Simon, tal como o ator que o interpreta, é um veterano na sua área que ficou um pouco apagado nos últimos anos e procura voltar ao seu auge. O seu intelecto e genialidade para criar a publicidade perfeita está a ser afetado pelo passar dos anos mas Simon procura sempre ir pelo caminho mais excêntrico para se provar aos outros e a ele próprio. Por outro lado, temos Sydney, mais metódica e seguidora das regras, que enfrenta graves problemas com a concorrência e faz os impossíveis para manter a empresa do pai no topo. Vemos também a sua luta pessoal para sair desse mundo convencional e ser mais criativa nas abordagens que faz aos produtos que lhe são sugeridos publicitar. É interessante verificar como os dois atores principais, que nunca trabalharam juntos, têm uma química brilhante e um à vontade excecional.

Claro que existe também a forte componente cómica e neste aspeto tenho que dizer que os produtores fizeram um trabalho excecional. Williams utiliza muito a personificação, a utilização de vozes de desenhos animados e até sons para ir implementando as suas piadas. Piadas essas que podem eventualmente cansar os espectadores. Mas existe um contrabalanço muito importante: James Wolk. O seu tipo de comédia é muito diferente de Williams mas, extraordinariamente, complementam-se. A boa relação entre os dois atores é bastante visível pela química que aparentam ter pois conseguem preencher os episódios de momentos simplesmente hilariantes, capazes de provocar no espectador lágrimas de tanto este rir.

A fórmula de sucesso de The Crazy Ones não é original mas está muito bem aproveitada. Um elenco acima da média, uma vertente cómica e dramática em concordância, aliados a uma história simples mas boa, tornam esta série num bom produto de entretinimento. Sem dúvida a não perder.

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