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Esta semana fujo um pouco às novidades de verão porque comecei finalmente a atualizar-me numa das séries que tenho acompanhado nos últimos tempos e que ainda não tinha apresentado aqui. Apesar de ser um pouco mais do mesmo, Rookie Blue não desilude e já deixou a sua marca no que toca a séries policiais.

Criada por Morwyn Brebner, Tassie Cameron e Ellen Vanstone, este drama policial canadense é exibido simultaneamente no canal Global no seu país de origem e no canal ABC nos E.U.A. desde 2010. Situada em Toronto, esta série apresenta a história de cinco novos polícias da 15ª Divisão e da sua transformação de aprendizes para polícias no terreno, focando-se nas suas relações com as suas famílias e colegas, com uma dinâmica um pouco idêntica a Grey’s Anatomy. Andy McNally (Missy Peregrym), Dov Epstein (Gregory Smith), Gail Peck (Charlotte Sullivan), Traci Nash (Enuka Okuma) e Chris Diaz (Travis Milne) são os novos polícias que vão ter que lidar com o que aprenderam na escola adaptando esse conhecimento ao mundo real. Posteriormente junta-se a este quinteto mais alguns novatos, entre os quais Nick Collins (Peter Mooney). O seu trabalho é supervisionado pelo olhar atento dos polícias mais antigos, que lidam não só com a inexperiência dos novatos, procurando motivá-los para um trabalho que exige muito do seu tempo.

rookie blue

Não existe uma história fixa ao longo das suas quatro temporadas exibidas, mas sim um aglomerado de pequenas tramas que são apresentadas em cada episódio e que constituem a ação geral ao longo de cada temporada. Esta característica de escrita da série cria imensas possibilidades de mostrar um pouco da vida pessoal e profissional destes polícias e apesar de haver sempre a eminência de se tornar aborrecido, Rookie Blue consegue sempre inovar e manter a fasquia alta em relação ao próximo episódio.

O elenco é vasto e apesar de não ter ficado muito convencida na primeira temporada, dei uma oportunidade e não me desiludi. Os atores são no geral bons e nota-se imenso a química que têm, o que proporciona uma experiencia agradável ao espetador, ao invés de diálogos forçados e interpretações fracas.

Gosto imenso também da componente visual da série. Não é o melhor que já vi em séries do género, mas apresenta planos muito bons e a câmara acompanha sempre a ação em movimentos fluídos em vez de estar estática. As cenas de ação, com tiros e perseguições alucinantes, estão em concordância com a dinâmica da série e estão também bem elaboradas, sem que nada pareça demasiado amador (uma vez que não é uma série americana muitos espetadores consideram que produções não-americanas não se equiparam à sua qualidade mas Rookie Blue é um exemplo que a hegemonia dos E.U.A. tem os seus dias contados).

Rookie Blue é não só uma série policial mas também um drama com uma boa dose de humor. Se és fã de séries do género, esta é sem dúvida uma boa sugestão para começares a ver no teu livre.

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