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Graceland é mais uma das novidades deste verão e tem certamente um lugar seguro na programação televisiva.

Criada por Jeff Eastin, a série estreou no dia 6 de Junho no USA Network, um canal por cabo americano. A história é baseada em alguns factos reais, que colocam um grupo de agentes de várias agências policiais americanas, tais como FBI e DEA, a viver numa casa chamada «Graceland». Estes não são agentes comuns pois trabalham principalmente disfarçados, criando esquemas e participando nos mesmos para combater o crime e a corrupção na zona sul da Califórnia. A ação da série começa quando Mike Warren (Aaron Tveit), que terminou o seu treino em Quantico no top da turma, se vê obrigado a ir para «Graceland» (pois o que realmente queria era ir para a capital) sem que lhe seja dada nenhuma explicação plausível do que é suposto fazer. Ele fica a conhecer então Paul Briggs (Daniel Sunjata), que considera ser um herói, e que é o agente que mais poder tem naquela casa, podendo inclusive ser considerado como o chefe, pois quase todos recorrem à sua ajuda quando necessário e vêm nele uma figura protetora. Catherine “Charlie” DeMarco (Vanessa Ferlito) e Joe “Johnny” Tuturro (Manny Montana) são os restantes agentes do FBI. Além destes, existem outros dois que também residem naquela casa: Dale “DJ” Jakes (Brandon Jay McLaren), agente da ICE, e Paige Arkin (Serinda Swan), agente da DEA.

graceland

Logo à partida existem muitas possibilidades que podem ser abordadas na história. Temos não só os casos policiais que têm que resolver mas também as histórias pessoais de cada um. E neste aspeto é gratificante que nos seja apresentado aos poucos a vida desconhecida de cada um, o verdadeiro agente por detrás da máscara que coloca todos os dias. Além de não sobrecarregar a história, faz os acontecimentos fluírem naturalmente. A história é bastante cativante e viciante e fica complicado esperar pelo próximo episódio.

Em relação aos aspetos visuais da série, penso que esta vertente está muito bem conseguida. A câmara não está estática, acompanha sempre a ação e apresenta planos muito bons, existindo diversas vezes uma mistura de cores muito aprazível.

Mas o melhor desta série é sem dúvida o seu elenco. Repleto de atores versáteis, que conseguem tanto provocar risos como lágrimas, conseguimos apreciar as relações daquelas personagens, os diálogos e as suas ações, que não parecem nem forçadas nem mecânicas.

Graceland é algo original no seio de tantas produções sobre agentes disfarçados e consegue cativar o público de uma forma única. Penso que será um nome recorrente das próximas Summer Seasons e que, se continuar assim, o sucesso está garantido.

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