só séries

No cinema já todos conhecemos as produções de Jerry Bruckheimer, que deixa a sua marca principalmente em filmes com muita ação e muito entretinimento. No panorama televisivo existe também um nome sonante no que toca ao departamento de produção e que já deixou a sua marca em muitas séries conhecidas, principalmente de ficção científica. Falo claro, de J.J. Abrams, que tem no seu currículo uma lista de séries carismáticas, entre elas a recente estreia Almost Human.

Após o término de Fringe, não existiu nenhuma série que elevasse novamente o significado de ficção científica. Desta forma, a pressão sobre a estreia de Almost Human aumentou consideravelmente assim com as expectativas à mesma. J.J. Abrams aprendeu com o fracasso de Alcatraz e presenteou-nos desta vez com uma série intrigante, viciante e cheia de ação.

Criada por J. H. Wyman, para a Bad Robot Productions (empresa de J.J. Abrams) e Warner Bros. Television, Almost Human é exibida no canal FOX e chegará a Portugal no dia 2 de Dezembro no canal TVSeries. A história localiza-se em Los Angeles no ano de 2048, num cenário futurístico em que a tecnologia terá avançado imenso e os robots têm uma presença importante na sociedade. Consequentemente, o crime foi também ele aprimorado e por isso a polícia teve que adaptar várias invenções tecnológicas para poder manter a ordem e combater o crime. O protagonista é John Kennex (Karl Urban), um polícia que recupera de uma grave lesão e do incidente que vitimou um colega seu. Ao regressar ao serviço, Kennex recusa ser acompanhado por um polícia robot mas terá que ser o parceiro de Dorian (Michael Ealy), uma versão mais antiga dos modelos policiais utilizados e que tem uma sensibilidade emocional diferente dos outros robots. Juntos vão procurar desvendar os mais variados crimes e manter a cidade segura.

almost human

A história não tem um papel muito importante neste tipo de séries mas de qualquer forma convém realçar as duas vertentes que os criadores pretendem mostrar. Numa primeira abordagem, é a história de redenção de um polícia aclamado, que sofreu um incidente que lhe mudou a vida e as suas convicções. Por outro lado, temos a vertente de ficção científica e mais uma vez J.J. Abrams apresenta-nos um cenário futurístico à sua maneira e que não é assim tão impossível como se possa pensar.

O leque de atores é variado e muitas caras são já conhecidas do público. O meu destaque vai para o ator Mackenzie Crook (conhecido pela sua participação na saga de Piratas das Caraíbas), que interpreta Rudy Lom, uma personagem que tem um génio brilhante mas nenhuma aptidão social. As interpretações são no geral boas e os diálogos pontuam-se bastante por um humor sarcástico.

O ponto forte desta série é sem dúvida o conjunto de efeitos visuais e efeitos sonoros. As produções de J.J. Abrams destacam-se por conterem imagens fortes e bastantes efeitos visuais, bem conseguidos e muito bem utilizados. Não se nota de todo que estamos perante o efeito visual criado por um computador. E os efeitos acumulam-se numa ordem natural e levam à existência de cenas completamente alucinantes e uma ação bastante bem conseguida.

Resumindo, Almost Human tem todos os requisitos para se tornar numa série de culto e perdurar na programação televisiva mais umas temporadas. Será importante no entanto que os criadores encontrem pontos fortes na história para prender as audiências e elevar a fasquia.

Artigos Relacionados