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K Filme – A Caminho dos «Oscars» 2015: Conheça a história de «American Sniper»

Estamos oficialmente em plena época de Óscares. As estatuetas douradas, que premeiam os melhores da sétima arte, são entregues a 22 de fevereiro (consulte aqui a lista completa dos nomeados). Mas até lá, o Quinto Canal irá apresentar-lhe em alguns artigos especiais os oito filmes nomeados na categoria mais importante da cerimónia, e que muita tinta fazem correr estes dias na imprensa.

Coincidindo com o K Filme, a primeira análise que apresentamos estreia esta semana em Portugal, e conquistou um total de seis nomeações. Fiquem a conhecer os dados principais do filme de seguida, e no final conheçam a opinião do nosso crítico de cinema Tiago Ricardo.

Aqui fica então a história de American Sniper.

American Sniper

Título: Sniper Americano (American Sniper)

Nomeações aos OscarsMelhor Filme, Melhor Ator Principal, Melhor Edição, Melhor Edição de Som, Melhor Mistura de Som, Melhor Guião Adaptado

Ano: 2014

Género: Ação / Aventura

Duração: 109 minutos

Nota IMDb: 7,7/10

Realização: Olivier Megaton

Elenco: Bradley Cooper, Brian Hallisay, Jake McDorman, Kyle Gallner, Luke Grimes, Sienna Miller

[toggle title=”Sinopse”]Em American Sniper ficará a conhecer a história de Chris Kyle, um Comando Naval de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos (SEAL) que é enviado para o Iraque com uma única missão: proteger os seus irmãos de armas. A sua precisão singular salva inúmeras vidas no cenário de guerra, e à medida que as suas histórias de coragem se espalham, ele passou a ser conhecido como a “Lenda”. Contudo, a sua reputação, começa também a ganhar nome atrás da linha do inimigo, que coloca a sua cabeça a prémio, fazendo dele um alvo primário do inimigo. Em casa, ele enfrenta um outro tipo de batalha: a luta por ser um bom marido e um bom pai mesmo quando está do outro lado do mundo. Apesar do perigo e da tensão no lar, Chris serve quatro pesadas missões no Iraque, personificando o espírito dos SEAL “nunca deixar um homem para trás”. Mas depois de regressar para a sua família e mulher Taya, apercebe-se de que é a guerra que ele não consegue deixar para trás.[/toggle]

A opinião de Tiago Ricardo:

A guerra muda os homens, seja pelo perigo, pela bravura ou pelos laços criados, é impossível esquecer toda a emoção, todo o medo e toda a raiva deixados no campo de batalha. Tudo com o objectivo de proteger aqueles que amamos e a nação que honramos. É num tom dramático e intenso que Clint Eastwood nos apresenta o seu mais recente filme, American Sniper, que retrata a história do sniper mais mortífero da história dos Estados Unidos da América, Chris Kyle. Neste filme, Eastwood convida os espetadores para uma viagem aos dias da guerra do Iraque (com um olhar crítico sobre os tempos que antecederam os ataques terroristas e os tempos que se seguiram ao regresso de grande parte dos soldados).

Em American Sniper, Bradley Cooper dá a vida a um Chris Kyle, um texano destinado a lutar para defender o seu país e aqueles que lhe são queridos. Considerado uma lenda no campo de batalha, Chris revela um lado mais suave da sua personalidade em alguns momentos acabando por se perder no meio de uma luta emocional devastada pela perda e pelo medo. Como português, senti uma falta de aproximação a nível emocional neste olhar de Eastwood sobre a vida de Kyle. Mesmo quando o perigo é iminente e quando a família do sniper sofre, foi difícil revelar sentimentos. Contudo, pondo de parte a luta emocional, nos momentos em que Kyle está no campo a lutar contra os terroristas, American Sniper, torna-se intenso e reflecte grande parte dos medos das personagens. De destacar também na performance de Cooper, a forma como Chris toma decisões que podem mudar a sua vida e dos colegas, procurando tomar sempre a decisão certa.

Clint Eastwood procura então com este filme mostrar a evolução emocional de um militar e a forma como o medo depressa se converte em raiva quando nos sentimos em perigo. American Sniper é sobretudo uma homenagem aos heróis da guerra e àqueles que dão um pouco de si para salvar as suas nações e um olhar crítico sobre as influências da guerra na vida daqueles que lutam nela. Sempre sem esquecer as raízes americanas, Eastwood retrata a vida de Kyle numa forma intensa, dramática e repleta de momentos decisivos que prendem os olhos do espectador ao ecrã. Um filme de guerra que poderia ter um maior impacto emocional mas que não desaponta nas grandes sequências de acção e procura conquistar as audiências no campo de batalha, acabando por se afastar das mesmas quando reflecte detalhes da vida urbana de Kyle. No final Sniper Americano acaba por ser uma grande interrogação sobre a verdadeira natureza das acções de um homem que regressou diversas vezes ao Iraque até achar que tinha cumprido a sua missão e este julgamento deve ser feito pessoalmente, obrigando o espectador a reflectir no mundo em que vive e na forma que considera a mais adequada de combater as ameaças e o mal. Clint Eastwood regressa assim com um filme duro, violento e controverso sobre uma guerra que ainda hoje nos diz alguma coisa.

Cotação: ★★★★

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