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Já aqui vos falei de diversos jogos Indie que têm vindo a conquistar lugares de mercado na indústria. Hoje trago-vos mais um que se insere sem dúvida alguma na categoria dos must-have. Fez chegou ao mercado em Abril de 2012 para a Xbox mas apenas em Maio de 2013 o podemos desfrutar no PC. Entre vários prémios, sobretudo na categoria de Arte, FEZ foi recebido da melhor forma pela crítica e alcançou pontuações altíssimas em praticamente todos os sites e revistas da especialidade.

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Apesar da fantástica recetividade por parte do público, nem sempre o jogo foi falado pelos melhores motivos. Isto deve-se sobretudo ao seu criador Phil Fish e a algumas afirmações feitas por si. Chegou inclusive a entrar em conflito com os próprios fãs do jogo que não percebiam a motivação para as suas opiniões – uma delas “people telling me they’re going to pirate my game because they dont like me. gamers are the worst f*cking people”. Mas, confusões à parte, a verdade é que Fez revolucionou à sua maneira a indústria dos videojogos com a sua imensa originalidade e não se pode negar a genialidade do seu criador.

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Fez é um jogo de puzzle e de plataformas onde controlamos Gomez, um personagem 2D que vagueia num mundo bidimensional. O nosso pequeno personagem branco certo dia depara-se com Hexahedron, um artefacto que lhe fornece um fez – nome dado ao chapéu que acompanha o nosso personagem – e que lhe permite compreender as três dimensões do mundo. O artefacto é então destruído e separa-se em 32 partes. A missão de Gomez é reunir as partes do Hexahedron para restabelecer o equilíbrio do mundo para que este não desapareça.  Para tal, temos a capacidade de rodar a perspetiva bidimensional 90º fazendo com que objetos que anteriormente se encontravam no outro lado do ecrã, estejam agora mesmo ao nosso lado. Isto cria puzzles absolutamente geniais, onde para descobrir o caminho correto é necessário girar as dimensões para criar caminhos que antes não estavam lá. Este processo de quase “moldagem” do mundo para criar situações para nosso proveito é deslumbrante e está feito de uma maneira tão fantástica que é impossível não ficar a admirá-lo assim que chegamos ao jogo.

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O estilo de gráfico é já a conhecida pixel art, presente em tantos jogos, mas que se adequa perfeitamente a este ambiente, onde todos os efeitos sonoros e banda sonora remetem para o retro. Infelizmente, e após já ter sido anunciado, parece que a sequela de Fez não chegará a ver a luz do dia como tinha sido anunciado na E3 deste ano. A Polytron, empresa responsável pela publicação do jogo, anunciou que Fez II foi cancelado e que não estava mais em desenvolvimento. O motivo, e segundo desabafos feitos pelo próprio, é o descontentamento de Phil Fish com a indústria dos videojogos, que o acusa recorrentemente de ser arrogante e de não falar de mais nenhum assunto que não seja a divulgação dos seus próprios trabalhos. Trabalhos esses – nomeadamente Fez – que podem ser vistos no documentário Indie Game: The Movie. Neste filme de 2012 é documentado todo o trabalho que os desenvolvedores indie têm na indústria, mais concretamente o criador de Fez, como já referi, Tommy Refenes durante o desenvolvimento de Super Meat Boy, e Jonathan Blow durante o jogo Braid. Aconselho a verem este documentário para entenderem um pouco melhor do que se passa na indústria dos videojogos indie atualmente. Podem adquiri-lo na Steam por apenas 9.99€.

 Já conheciam este jogo? Ficaram interessados? 😉

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