7 Dias 7 Entrevistas Rubricas

Francisco Menezes: «Nunca mais na vida repetirei a experiência [da apresentação]» – 7 Dias/ 7 Entrevistas

Francisco Menezes tem um longo percurso pelos palcos, rádio e televisão. Depois de ter entrado diariamente em casa dos portugueses e de se ausentar da «caixinha mágica», o Quinto Canal  quis saber mais sobre a sua carreira e  falou com humorista para mais uma entrevista exclusiva.

Fique a conhece-lo um pouco melhor num especial «7 Dias/7 Entrevistas».

[divide style=”2″]

I

Quem é o Francisco Menezes?

Não sei bem, e sinceramente, prefiro nem pensar nisso.

A música e o humor sempre foram uma paixão? Como apareceram na sua vida?

A musica, desde que nasci, pelo que me dizem. Segundo a minha família, já em bebé dava concertos, sempre que havia algum jantar, sendo que a música mais pedida era o ‘de do do do’, dos Police – devia ser a única ao alcance do meu vocabulário.

Caracteriza-se como sendo cantor, apresentador ou humorista?

Eu caracterizo-me como alguém que tem de fazer qualquer uma dessas coisas, para poder pagar contas. Mas se pudesse mesmo escolher, optava por ser só herdeiro.

II

Começou a sua carreira como repórter de trânsito. Qual era a sua maior ambição profissional nessa altura?

Nessa altura não tinha qualquer ambição profissional. Trabalhava na Rádio Nova (Porto, 98.9), estudava e ia às aulas, e ainda dava uma «perninha» em algumas noites. A minha maior ambição era mesmo chegar ao dia seguinte, para poder começar tudo outra vez.

Cedo integrou o Levanta-te e Ri, na altura, uma das maiores rampas de lançamento para os jovens humoristas em Portugal. Em que medida é que o programa foi importante para lançar a sua carreira?

Foi fulcral. Foi o programa que verdadeiramente me ‘pôs no mapa’, que me deu algum mediatismo, que por sua vez me proporcionou a possibilidade de vender as minhas atuações a outras entidades.

Continua a fazer espetáculos de stand up ao vivo?

Isso é o que sempre fiz, e sempre farei. Talvez não estritamente de stand up, já que tenho um género de actuações um bocado diferente, mas sempre ao vivo.

III

Como surgiu o convite para integrar a equipa da SIC?

O convite surgiu directamente do diretor de então, Nuno Santos. Para ser mais exacto, por SMS. Respondi com um ‘call me’.

O seu maior desafio profissional foi a apresentação do programa Companhia das Manhãs. Sente que se abriram portas para novos projetos depois desta experiência?

Não diria o maior desafio, senão o mais difícil, e posso dizer, com toda a segurança, que em termos profissionais, e pelo menos até agora, me trouxe um único beneficio: saber que nunca mais na vida repetirei a experiência. E digo mesmo Nunca.

Como foi apresentar um programa matinal que tanta companhia faz a milhares de portugueses?

Numa palavra, e querendo ser o mais simpático possível, foi horrível. Não pelo horário, não pela carga de trabalho, nem sequer pelo facto de estar diariamente em directo, numa altura do dia em que maior parte das pessoas se estão ainda a lavar por baixo. Mas por tudo isso junto, e principalmente por estar a trabalhar um conteúdo e um público alvo com o qual me identificaria mais se viessem de Marte.

Qual o momento mais caricato que viveu em televisão?

Tive vários, e não pelas melhores razões. Num ano e meio de daytime acumulam-se situações ridículas em número suficiente para encher 3 vidas de alegria. Mas felizmente é do género de coisas que aguento dentro de mim ainda menos tempo do que uma digestão.

Já trabalhou ao lado de Sílvia Alberto, Rita Ferro Rodrigues e Vanessa Oliveira. Sente-se um homem privilegiado?

Sinto-me privilegiado de conhecer esses 3 amores, acima de tudo. Cada uma delas, à sua maneira, tornou a minha vida melhor. Sobretudo uma delas. E mais não digo!

Na SIC, alguma vez sentiu a pressão das audiências?

Talvez enquanto apresentei o Companhia das manhãs, até porque estas nos eram dadas diariamente. Mas nunca senti que os resultados dependiam de mim, pelo que não posso dizer que houvesse grande pressão, ou pelo menos eu não a senti.

Quando estava em funções na estação de Carnaxide, o seu programa não conseguiu vingar em audiências. O que faltava? Costumava acompanhar o trabalho da concorrência?

Logo à partida, faltava um apresentador a sério, que é uma coisa que, pelo menos para este género de conteúdo e públicos, eu nunca serei. Por razões várias. Porque não tem nada a ver comigo, com o que quero, com o que sou. Não vejo TV, não ouço rádio, não leio imprensa cor-de-rosa, e não me identifico minimamente com quem o faz, e isto por muito que me paguem ao fim do mês.

Para além disto, é preciso ter em mente que o horário daytime é muito especifico. O público é reduzido e pouco móvel. Não é de todo fácil uma cara nova instalar-se, ou um programa novo vir destronar outros que, para além de bem-feitos e bem apresentados, já estão no ativo há anos seguidos. Felizmente, já não é nada que me diga respeito.

A nova empresa responsável pela medição de audiências em Portugal tem dado muito que falar. Qual é a sua opinião sobre o fenómeno GfK?

Não conheço minimamente este assunto. Mas não deixo de achar curioso que toda a gente se queixe dos métodos de medição de audiências, mas se guie pelos resultados conseguidos pelos mesmos.

Vanessa Oliveira veio há pouco tempo dizer que Nuno Graciano, aquando da apresentação da Companhia das Manhãs, não lhe dava espaço para brilhar. Sempre acreditou nas capacidades da jovem apresentadora?

Não sou, de todo, a pessoa indicada para responder a isso. Não tenho estatuto, experiência, ou sequer conhecimentos suficientes para julgar a capacidade de seja que apresentador for. Mas confesso-me fã da Vanessa, principalmente quando vista a menos de metro e meio.

Vê com bons olhos o futuro da televisão em Portugal? Sente que há pouca diversidade de conteúdos?

Acho que o facto de já nem noticiários conseguir ver fala um bocado por si.

IV

Tem recebido convites para voltar à televisão?

Rigorosamente nada.

Como vê o futuro do humor em Portugal?

Não penso nisso, até porque ainda ando preocupado com o meu e da minha familia.

Projetos para breve?

Nada de oficial, I´m affraid.

Uma mensagem aos leitores do Quinto Canal.

Um abraço grande!

[divide style=”2″]

Muito Obrigado!

DEIXE O SEU GOSTO E PARTILHE:

Artigos Relacionados