Em televisão, há momentos que se repetem anualmente. Os tempos mudam, mas a Eurovisão continua, assim como a gala de entrega dos já conhecidos Globos de Ouro. Assim sendo, no ano passado, e por esta altura, estes dois certames davam que falar. Se, no primeiro caso, já se conhecia o grande vencedor do referido festival (Ell e Nikki, representantes do Azerbeijão, encataram os milhões de telespetadores com o tema Running Scared), no segundo caso, os primeiros convidados especiais começavam a ser contactados (exemplo de Daniela Ruah).

Noutros campos, não tão certos como estes eventos, estão algumas declarações de atores sobre o seu futuro em televisão. Mafalda Pinto rejeitou o contrato de exclusividade da estação de Queluz de Baixo, para continuar a dar cartas no Brasil. Sempre atenta à Globo ou à Record, a atriz considerou ser melhor abdicar de alguma estabilidade para tentar vingar noutras produções. No plano oposto esteve Miguel Guilherme, que aceitou a proposta da TVI para passar a ser um dos rostos da ficção do canal. Ao Correio da Manhã disse o seguinte:

Eu não sou muito de arriscar, mas em alguns casos acabo por fazê-lo. Muitas vezes trabalhar com a mesma equipa é bom porque as pessoas começam a conhecer a linguagem umas das outras. Mas por vezes é mesmo preciso optar por uma mudança para refrescarmos das coisas. Nós, actores, somos mesmo assim, trabalhamos durante seis meses todos juntos e depois largamos esse grupo e vamos para outro. Já estamos habituados a ser nómadas afectivamente.

Depois de ter dado vida a Conta-me Como Foi e a outros projetos na RTP, o ator decidiu antes de partir para a TVI participar no Último a Sair, uma «espécie de reality-show» que contou com a presença de muitas caras conhecidas.

Também nesta altura Júlia Pinheiro já dava as primeiras entrevistas sobre o seu trabalho na SIC. Apesar dos baixos resultados de Querida Júlia, a apresentadora destacava que a concorrência havia alterado os horários dos intervalos e outros aspetos devido ao talk-show que ainda conduz na atualidade.

Nunca esperei audiências extraordinárias num primeiro momento. Agora, acho que estamos a ir para a normalidade e esperemos que vá crescendo, devagarinho. Mas não tenho um tempo definido para isso. Estou contente, as coisas estão a correr muito bem, tenho uma equipa óptima e estou encantada com os meus cúmplices: Ana Marques e Cláudio Ramos. Quem sabe se não vai aparecer mais gente aqui na nossa família? Estou muito contente com a minha vida na SIC.

Depois de mais de um ano de trabalho, será que a apresentadora conseguiu que o Querida Júlia fosse competitivo? Apesar de Você na TV continuar na liderança, pelo menos A Praça da Alegria caíu para terceiro lugar nas audiências… Nada mau!

Também por Queluz de Baixo já se noticiava a transferência de Lurdes Baeta para a TVI 24. Afinal, a mudança de José Alberto Carvalho e Judite Sousa levou a algumas mudanças na condução dos blocos informativos da estação. Os pivôs do Jornal da Uma e do extinto Jornal Nacional foram alterados, e muitos deles passaram a dar a cara pelo canal de notícias da Media Capital (também exemplo de Pedro Bello Moraes ou Cristina Reyna).

Para terminar resta recordar mais uma notícia que marcou a presente semana no ano passado, e que deve voltar a repetir-se em 2012. Há cerca de 365 dias já era certa a aposta do primeiro canal numa nova série de Verão Total. Com a mesma equipa de sempre, Jorge Gabriel, Sónia Araújo, João Baião, Tânia Ribas de Oliveira, Serenella Andrade, Hélder Reis, Isabel Figueira e Francisco Mendes, a RTP saía à rua para dar as conhecer os mais variados locais portugueses. Com um espírito de proximidade muito maior, estratégia que também foi tomada pela SIC na altura de SIC ao Vivo, esta aposta acabou por, mesmo assim, ficar abaixo das expetativas ao nível das audiências.

Será que este ano o Verão Total vai entrar novamente na casa dos portugueses?

Até para a semana!

 

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