Ainda não perdi um episódio da série Aqui Não Há Quem Viva, desde que a SIC colocou a sua reposição no ar. Gosto bastante desta produção e, principalmente, das personagens que nela representam. Posso referir a falecida Rosa Lobato Faria, a charmosa Soraia Chaves, a engraçada Carla Salgueiro, a comichosa Maria João Abreu e a resingona Natalina José. Gosto bastante de a ver no papel de vizinha invejosa, coscuvilheira e de mal com a vida. Assenta-lhe que nem uma luva. No entanto, se a mensagem da sua personagem passa para os telespectadores, então isso deve-se ao talento e formação da actriz.
Foram já várias as produções que Natalina José participou. Bora lá Marina, Bons Vizinhos, Coração Malandro, Queridas Feras, O Prédio do Vasco e Chiquititas são exemplos disso. A actriz marcou ainda presença em várias peças de teatro. No entanto, nos últimos tempos os convites para a televisão têm escasseado. É pena, pois mais uma vez repito o dilema que esta rubrica procura explorar – os mais velhos têm sido esquecidos para darem lugar aos mais jovens. Porquê é que não se procura construir um equilíbrio nas produções? Sim, tudo bem, emprega-se novas caras, mas continua a dar-se emprego aos que têm anos e anos de carreira na área da representação. Não percebo porque é que Natalina José não está numa novela da SIC, TVI ou numa futura série de ambos os canais.
A personagem que a actriz tem em Aqui Não Há Quem Viva prova todo o seu talento. Quais são as dúvidas que existem para a convidar num novo projecto? É frustrante..
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