Boa noite, seja bem-vindo a mais uma rubrica de sábados à noite: Esqueceram-se de Mim!
Esta noite continuamos a avivar a memória e a impedir que se esqueçam das personalidades do nosso meio artístico. Embora o destaque de hoje não seja dirigido propriamente a uma pessoa que se encontra afastada dos ecrãs, pois continua a trabalhar, fazemos-lo porque decidiu trocar a ficção do nosso país pela ficção de Hollywood.
Evelina Pereira nunca se destacou muito no nosso país no campo televisivo, no entanto, a modelo e actriz de 31 anos sempre foi conhecida e reconhecida pela sua profissão de manequim, tornando-se numa das modelos portuguesas mais requisitadas a nível nacional e internacional.
Foi em 1999 quando Evelina Pereira se iniciou no mundo da moda ao integrar pela primeira vez o Portugal Fashion Internacional, que decorreu em São Paulo, no Brasil, e onde voltou a estar em 2001. Com um sucesso crescente nas passerelles a manequim começou a ser agenciada em vários países, tais como Grécia, Brasil, Portugal e Nova Iorque. Com interesse em várias áreas paralelas à moda, Evelina acabou os estudos de Gestão de Marketing, no Porto e chegou a integrar a banda feminina Antilook, composta por outras manequins.
Com a paixão do teatro e do cinema, decidiu afirmar-se como actriz e a após participações no cinema nacional, onde integrou Eu Ofélia e O Fascínio, decidiu rumar para Los Angeles em 2005, onde se encontra ainda a viver. Sem pretensão de vir a fazer carreira na televisão nacional, começou a integrar séries de renome tais como Nip Tuck e Entourage. Com maior visibilidade nas séries passou para os palcos e para o cinema, sendo que esteve em Ocean’s 13, Rush Hour 3, Backlight e pôde ser vista recentemente no filme Friends With Benefits, estrelado por Justin Timberlake e Mila Kunis.
Em Portugal o único papel de destaque que lhe foi dado foi na mini-série da TVI Destino Imortal, exibida em 2010.
Com isto e apesar de Evelina Pereira não estar parada, é de ressalvar que muitas das vezes é preciso os actores nacionais saírem do país para depois serem recebidos de braços abertos e olhados com o maior respeito. Exemplos disso Evelina Pereira, Daniela Ruah, Joaquim d’Almeida ou Soraia Chaves.
Agora fica a pergunta, será mesmo necessário sair do país para que cá lhes seja dado o devido valor? Que achas?

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