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Entre a estreia do Big Brother VIP Portugal e toda a falta de conteúdo apresentada pelo reality show, um outro assunto marcou os últimos dias. A nota de culpa apresentada a Ana Leal que a impediu de entrar nas instalações da estação de Queluz de Baixo abriu uma ferida juntos de todos aqueles que não compreendem a direção de Informação da TVI.

Mais do que isso, deixou de se entender como é que uma reportagem é retirada do alinhamento de um noticiário sem qualquer aviso prévio, sem qualquer tipo de esclarecimento ao responsável pela peça. Depois de um trabalho mais do que reconhecido em Portugal, chegar-se ao ponto de «suspender» uma profissional para que dê um pouco de paz ao canal pelo qual dá a cara é demasiado mau. Falta de reconhecimento, influências de poder, ingratidão, são os primeiros sentimentos que me ocorrem quando me deparo com este caso.

ana leal

Por este motivo, tenho de concordar com Manuela Moura Guedes quando esta afirma no seu Facebook o seguinte: «Confesso que não achei possível Judite Sousa fazer tábua rasa dos mais elementares valores, já nem me refiro aos que norteiam o jornalismo, mas os que regem qualquer pessoa de bem, e castigar uma jornalista (excelente) que a única coisa que fez foi querer saber porque é que a Directora retirou uma peça sua do alinhamento do jornal sem ter dado qualquer explicação. Essa peça tinha uma “cacha “ jornalística e, sem ela, uma outra peça sobre o SIRESP do Carlos Enes não fazia sentido. Só podiam ir as duas juntas, Judite de Sousa sabia disso e mentiu mais tarde dizendo que não sabia.. Mas há mais , em vez da peça da Ana Leal pôs uma peça sem qualquer importância sobre a limpeza da Mata de Sintra, uma área que, como todos nós sabemos, é da responsabilidade do marido, Fernando Seara».

Estranho? Falta de consideração? Influência de poder? Os ânimos na TVI não estão pacíficos. Se, mediante esta situação descrita pela mulher de José Eduardo Moniz, o Conselho de Redação defendeu Ana Leal, argumentando que seria «injustificado o facto de a peça não ter entrado no alinhamento do Jornal das 8», os editores preferiram rejeitar «qualquer censura» sobre a reportagem em causa. Só a partir desta divisão se percebe os problemas que existem entre os que trabalham no canal da Media Capital na área da Informação.

Judite de Sousa

Com isto, ficamos a conhecer não só uma jornalista que é reprimida pelos seus superiores, como igualmente uma diretora adjunta da Informação da TVI que tenta a todo o custo afastar uma profissional com quem não mantém uma relação amigável. Sim, dificilmente iria acreditar que Judite Sousa poderia ser «assim», mas a verdade é que em televisão nem tudo é como imaginamos. As capas e as máscaras caem rapidamente mal ficamos a conhecer os verdadeiros podres dos que aparecem diariamente em nossa casa e, claro está, são os mais fracos a ser os prejudicados.

Neste caso, Ana Leal foi uma vítima e continuará a sê-lo. Quem vai perder com esta realidade? A TVI, os portugueses e o jornalismo em si. Quanto a Judite Sousa, claro que apenas vai referir que por Queluz de Baixo o ambiente entre os profissionais é tranquilo e que a liderança da estação apenas se faz pela união entre todos os que nela trabalham.

Será mesmo assim? Ou não passará este conflito de uma guerra de egos?

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