Nasceu mais um canal temático: A Bola TV. No dia 12 de outubro o jornal desportivo A Bola passou ter o seu próprio espaço na caixinha mágica. Mais uma vez, verifica-se a convergência dos meios de comunicação entre o papel, a televisão e o online. Esta realidade tem-se acentuado pelo facto de a imprensa perder leitores a cada ano que passa. Depois do Diário Económico, por exemplo, chega a vez do jornal dirigido por Vítor Serpa estrear-se nos ecrãs nacionais.

Se pensa que estes vão ser casos únicos, então desengane-se. A verdade é que também o Correio da Manhã está a preparar o seu próprio canal e, seguindo este exemplo, outras serão as publicações que vão apostar em projetos televisivos.

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Com uma equipa jovem, A Bola TV contratou algumas caras conhecidas pelos telespetadores para captar audiência. Destaco a iniciativa de juntar três mulheres para um debate de futebol, cada uma delas adepta de um dos três grandes clubes portugueses, em vez de lançar para o ar mais um formato composto por elementos do sexo masculino. Por outro lado, sem dúvida alguma que a ideia de estrear o Vamos à Bola ou Q?, em parceira com o canal Q, vai dar que falar. O regresso da dupla Herman José/Maria Rueff só pode significar muitas gargalhadas para os telespetadores de um novo temático!

Acima de tudo, penso que estamos perante um projeto com ideias inteligentes. Mesmo em tempos de cortes orçamentais, A Bola conseguiu juntar um leque de profissionais capazes de acrescentar mais alguma coisa ao universo do cabo. Uma espécie de SIC Notícias ligada aos desporto, mas com um investimento inferior.

O futuro é este. Talvez. Passarão as páginas dos jornais para os canais do cabo a médio/longo prazo? O Em Foco de hoje não se destina apenas a congratular um novo temático, mas sim a avaliar a forma como a imprensa está a reagir aos novos hábitos de consumo de informação por parte do público. É preciso mudar, explorar novos caminhos, ultrapassar os obstáculos que a crise financeira cria. Renascer.

A Bola TV pode muito bem ser um exemplo de força em continuar a apostar na criação de novos conteúdos, de diversificar aquilo que a versão impressa já oferece e, acima de tudo, dar imagem às palavras que diariamente milhares de leitores leem.

Será que vai conseguir? Estarão os telespetadores dispostos a sintonizar-se num canal deste género? Como reagirá a concorrência, tanto ao nível dos temáticos informativos como, por exemplo, da Benfica TV?

Seja qual for a resposta, uma coisa é certa… o 5º Canal estará cá para a dar!

Até para a semana!

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