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Em Foco: O fim de «Cinco Sentidos», «Top +» e «Câmara Clara»

O ano de 2013 não se avizinha fácil para os portugueses, onde se incluem obviamente as empresas nacionais. Os meios de comunicação, por exemplo, podem estar à beira de um colapso caso as receitas publicitárias continuem a diminuir. Não me refiro apenas à televisão ou à rádio, mas igualmente à imprensa. A quantidade de títulos que existe no nosso país é, de facto, exagerada. A oferta supera em larga escala a procura, o que vai originar sem dúvida alguma mais desemprego. Centrando-me apenas nos ecrãs nacionais, e tendo em conta que o futuro da RTP se transforma numa dúvida cada vez maior, ficámos a saber nestes últimos dias que foi colocado um ponto final em alguns dos programas da estação pública.

Se, até à data, já sabíamos que Top + tinha os seus dias contados, a imprensa já adiantou que também Cinco Sentidos e Câmara Clara  vão ter esse destino. O que vai ocupar o horário destes formatos no próximo ano? Com a privatização do primeiro canal à vista (estão a decorrer negociações com a empresa angolana Newshold, que detém a Cofina, para comprar e privatizar a estação pública), o futuro da RTP tornou-se indecifrável. Assim sendo, o que vai acontecer a profissionais como Joana Teles, Marta Leite de Castro, Dália Madruga, Isabel Figueira, Catarina Camacho ou Francisco Mendes?

Apesar de não ser nenhum astrólogo, prevejo que tanto Cinco Sentido como Top + possam ser substituídos por programas similares. Com algumas alterações e provavelmente ideias mais apelativas, estes vão contar muito provavelmente com… os mesmos apresentadores. Reciclar em televisão pode ser uma boa ideia mas, neste caso, não aconselho a que os futuros responsáveis da RTP sigam este caminho.

Quanto a Câmara Clara, a polémica está instalada. Segundo o que uma fonte confessou à Nova Gente desta semana: «A produção desses programas é incompatível, segundo a Administração. A produtora de Câmara Clara era da própria Paula Moura Pinheiro, que recebia a dobrar como funcionária da RTP e como diretora da produtora, e os colaboradores também. Assim que percebeu, a Administração acabou com isso.»

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Os cortes fazem sentir-se em todo o lado, e aqueles que constroem a sua vida profissional a partir do Estado estão condenados. Não conhecendo na íntegra o que se passa dentro da estação pública, quem sabe se muitos dos seus profissionais não se apropriaram de algo que não era seu ou que não mereciam?

Com os contratos a serem revistos, ninguém está a salvo deste futuro tenebroso. A oferta dos canais do Estado para o próximo ano é desconhecida, e a estreia e a produção de novos programas vai sendo constantemente adiada. Até quando? Haverá um fim à vista?

Aguardo ansiosamente por saber qual o desfecho desta autêntica novela. Só espero que, desta vez, o final não seja demasiado infeliz.

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