Débora Teixeira, ex-concorrente do Ídolos, esteve à conversa com o 5º Canal. A jovem cantora contou-nos o que sentiu na sua experiência com o concurso da estação de Carnaxide, e deu ainda a conhecer alguns dos seus sonhos. Se, como nós, ficou embalado na voz da natural de Chaves, leia as suas confissões que, com certeza, vão deixar saudades para aqueles que não perderam o talent show da SIC.

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I

Quem é a Débora Teixeira?
Débora Teixeira é uma jovem de 18 anos, que cresceu numa cidade pequena mas sempre teve sonhos do tamanho do mundo. Apesar das poucas oportunidades e dos obstáculos, não vai desistir.

Uma carreira na música é o sonho quem vem de cedo?
Sim, desde pequena que me lembro de obrigar as pessoas a ouvir-me sempre que iam lá a casa, depois participei no meu primeiro festival, um festival da canção das escolas primárias, e desde então não me imagino a fazer outra coisa. A música é aquilo que eu realmente amo e espero conseguir concretizar o meu sonho.

Nunca pensou em seguir outra área?
Sim, pensei seguir outra área mas não por mim, mas sim pelos meus pais, pois sei que a música não é uma área segura, nem estável, e seria mais fácil optar por uma licenciatura normal que “garantisse” um emprego. Mas não consegui, pois cantar, estar em palco é aquilo que eu realmente amo e me dá gozo fazer, eu costumo dizer que não sei fazer mais nada, por isso convenci os meus pais e decidi investir realmente na música.

II

A decisão de se inscrever no Ídolos foi sua ou foi incentivada por outras pessoas?
Foi minha, eu já tinha tentado concorrer na edição anterior, na qual não passei nos pré-castings, por isso estava um pouco de pé atrás em relação a esta participação, mas decidi engolir o orgulho e tentar de novo, e consegui.

Qual a sensação do primeiro casting e de estar frente a frente com os jurados?
É intimidante, muito intimidante, pois estamos perante as 4 pessoas que vão decidir se o nosso percurso acaba ou continua e nunca sabemos aquilo que estão a pensar. Estamos numa sala cheia de gente com câmaras, microfones, luzes e depois temos os jurados a avaliar-nos desde o momento em que entramos na sala e o facto de serem pessoas de renome na área da música só vem aumentar a pressão e o nervosismo.

Acreditou sempre que poderia chegar às galas?
Não, principalmente pelo facto de não ter conseguido passar nos pre-castings na edição anterior, fui tentando não desenvolver expectativas, pois da última vez tinha imensas e foi o meu primeiro não num casting e custou-me muito mesmo, por isso desta vez fui um pouco mais na desportiva, tentei sempre ter na cabeça que se me mandassem para casa não era o fim do mundo, mas assim que fui passando de fase para fase a esperança de conseguir chegar às galas foi crencendo, assim que soube que estava nas galas, ganhar era o meu objectivo.

Qual foi a fase mais complicada?
O primeiro casting, pois nós nunca cantamos para os jurados, os jurados nunca nos ouviram, não sabem aquilo que esperar e a pressão é enorme.

III

No momento em que soube que tinha chegado às galas acreditou na vitória final?
Sim, embora soubesse que nunca seria uma das pessoas mais votadas na primeira gala, pois nunca tive grande visibilidade e a maioria do público em casa não sabia quem eu era. Sempre tive esperança que se fizesse tudo ao meu alcance e desse tudo por tudo na minha performance os jurados não teriam porque não me me salvar, o que acabou por não acontecer. Apesar de ter tido um percurso exemplar os jurados optaram pela minha expulsão.

Na actuação em que cantou Proud Mary recebeu vários elogios dos jurados, pensou que a passagemm estava quase garantida?
Sim, pois tinha consciência que não seria salva pelo público, por isso o facto de ter tido um ótimo feedback dos jurados deixou-me um pouco mais descansada, pois não havia motivos para não ser salva.

Se fosse por decisão do júri até onde poderia ter chegado?
Eu acho que se tivesse continuado com performances como a que tive e continuasse a mostrar aquilo que valho, a final seria o meu limite, pois não havia ninguém que tivesse uma maneira de estar em palco parecida com a minha. Foi isso que as pessoas gostaram em mim, o facto de não só cantar mas fazer um espetáculo.

Depois da gala afirmou que estava desiludida por ter saído. Acreditou sempre na veracidade das votações?
Eu quero acreditar na veracidade das votações. Acredito também que não tenha sido dos 5 mais votados, mas o que decidiu o meu destino na competição não foram as votações, mas sim os jurados que optaram por me expulsar e foi isso que me deixou muito desiludida.

Foi criada uma petição pública contra a sua expulsão. Teve conhecimento desta ação por parte dos seus fãs?
Sim, assim que voltei a casa, uns dias após a expulsão, apercebi-me de toda a indignação que se gerou a volta da minha expulsão. Assim que vi que havia uma petição pública soube que não ia dar em nada, mas fiquei mesmo muito feliz por perceber todo o apoio que estava a ter de norte a sul do país.

Para si todos os finalistas tiveram o mesmo tempo de antena durante as emissões?
Não, sem dúvida que houve concorrentes com mais visibilidade que outros no programa.

Havia uma forte rivalidade entre os concorrentes durante os ensaios para as galas?
Não, não havia rivalidade nenhuma. Nós tínhamos um grupo muito bom mesmo, queríamos todos divertirmo-nos e tirar o maior partido da experiência. Para além disso quem decide quem fica ou não não somos nós, por isso não víamos motivos para não nos darmos todos bem quando tínhamos de conviver 24 sob 24 horas.

IV

Depois de sair qual era a reação das pessoas que se cruzaram consigo?
O feedback que eu tive das pessoas foi que tinham achado a minha saída injusta, que para mim é positivo pois acabei por sair como uma vencedora.

O Diogo Piçarra foi um justo vencedor na sua opinião?
Sem dúvida, desde o primeiro ensaio que tivemos que eu e a Mariana,quando chegamos ao quarto, comentámos que provavelmente ele seria o vencedor. Nós próprias se estivéssemos em casa votaríamos nele e o que mais nos deixava incrédulas era o facto de ele não ter a mínima noção disso mesmo. É mesmo uma óptima pessoa, super humilde e sem dúvida a pessoa mais trabalhadora e empenhada do grupo. Para além disso era excelente em todas as suas atuações por isso foi uma vitória mais que merecida.

V

A partir daqui o que podemos esperar da Débora?
Neste momento vou investir na minha formação, vou estudar Artes Performativas, mas quero continuar a investir na música e estou disponível para projectos que possam surgir, pois o meu objectivo é mesmo ter uma carreira a solo.

Uma mensagem para os fãs do Quinto Canal!
Espero que tenham gostado da minha prestação no programa, muito obrigado por todo apoio que tive após a minha saída. Gostem e fiquem atentos à minha página para poderem ir acompanhando aquilo que ando a fazer e possivelmente algumas surpresas. Prometo que não foi a última vez que ouviram falar de mim.

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Obrigado!

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