Como Eu Ouço

A união faz…qualquer coisa

Costuma acontecer magia quando dois talentos unem forças na criação de um momento musical. Uns arriscam-se a cruzar géneros e outros limitam-se a casar vantagens. O certo é que quando duas vozes conversam com a intimidade de quem se conhece bem, o que resulta é uma paisagem rica e desafiante que pode muito bem fazer parte do quotidiano de qualquer ouvinte. Esta semana vou presentear-vos com uma selecção de duetos e colaborações que deixam uma marca feliz na nossa história.

PJ Harvey e Thom York – This mess we’re in

Quando dois génios atormentados se unem numa aventura sem preço.

David Bowie e Freddy Mercury – Under pressure

Um duelo de gigantes origina um hino eterno.

Nick Cave e Kylie Minogue – Where the wild roses grow

O contraste de dois mundos tão distintos, que se encontram numa dimensão extraordinária.

Eminem e Dido – Stan

Um refrão inesquecível num tema de produção irrepreensível.

Peter Gabriel e Kate Bush – Don’t give up

Épico.

Colbie Caillat e Jason Mraz – Lucky

Confortável e delicado, com sabor a fim de tarde e maresia.

Tom Jones e Nina Persson – Burning down the house

O veterano arrisca a sua evolução através do contacto com novos talentos.

Christina Aguilera e Andrea Boccelli – Somos novios

Duas vozes ímpares.

Peaches e Iggy Pop – Kick it

A fome e a vontade de comer num grito de rebeldia avassalador.

Bjork e Antony Hegarty – Dull flame of desire

Dois seres de uma sensibilidade desumana, unidos por uma arte superior.

[divide style=”2″]

Porque o objectivo de todo o artista deve ser uno e com vista a honrar a arte com a qual se comprometeu. Aprender, ouvir e partilhar são ferramentas preciosas para quem se atreve a criar novos universos, através das mais inesperadas uniões. Faz bem cruzarmos a nossa arte com a de outrem de forma a que novos caminhos surjam e a evolução dos tempos jamais cesse.

Até para a semana!

Artigos Relacionados