Mais uma semana se passou e existem mais comparações a fazer face ao que se passa no Brasil e que poderia ser feito por cá. Hoje falarei de uma medida que tanto a Globo como a Record e SBT implementaram e que tem vindo a dar frutos.

 Para a actual novela das 21h da Globo, Avenida Brasil, a estação fez um casting para encontrar uma criança que daria vida à protagonista na primeira fase da novela. Até aqui nada de normal, mas se repararmos bem na televisão nacional tal não acontece. Existem crianças que têm bastante protagonismo em certas novelas mas que depois acabam por desaparecer do ecrã. Alguns desses casos mais flagrantes são os de Filipa Maló, Carolina Castelinho ou até mesmo de Inês Rocha, que mesmo sem estrelar nenhuma novela ficou conhecida por apresentar ao lado de Nuno Graciano e Rita Ferro Rodrigues o programa Contacto. O que abordo aqui é o fato das estações não aproveitarem o sucesso que algumas crianças fazem junto do público e de lhes darem oportunidade para crescerem enquanto atores.

Mel Maia é a mais recente descoberta da Globo

Na Globo, a pequena Mel Maia, deu nas vistas durante as gravações de Avenida Brasil e foi por isso logo contratada pela estação por três anos. Já anteriormente a ela a estação tinha assegurado a continuação de Klara Castanho, que podemos ainda ver em Morde & Assopra, e ainda mesmo antes destas duas a aposta em crianças sempre foi uma das prioridades da Globo, veja-se por exemplo onde está agora Glória Pires, o grande destaque de Dancin’Days, em 1978.

 Francisco Gomes e Matilde Miguel têm destaque em Remédio e Santo e Rosa Fogo, respectivamente 

Por cá são poucos os casos em que isso acontece e pergunto-me agora para onde irão Matilde Miguel, que foi descoberta em Rosa Fogo, ou Francisco Gomes, o Zacarias de Remédio Santo. São ambos crianças com talento e que deveriam continuar a aparecer em televisão, aprofundando assim a arte da representação desde cedo. É certo que Morangos com Açúcar serve de escola de atores, mas muitos daqueles que saem de lá têm mais vaidade do que talento.

Não estaria na hora das estações pensarem nisso e serem elas próprias a moldar, desde cedo, os seus futuros protagonistas? Olhem para o Brasil e vejam onde começaram Bruna Marquezine (Mulheres Apaixonadas), Isabelle Drummond (Laços de Família), Pedro Malta (Aquarela do Brasil) ou Carla Diaz (O Clone).

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